Adoção: um ato que vai muito além do amor

Adotar seja a que título for, é sempre um ato de puro amor. Seja a adoção de um animal ou de uma pessoa. Adotar, requer que alguém se disponha a ter sob seus cuidados uma outra vida, contribuindo para o seu crescimento pessoal, é saber que terá sobre o outro uma grande responsabilidade, posto que essa escolha é algo espontâneo, ninguém é obrigado a fazê-lo.

Adoção Um Ato de Amor
Imagem/Reprodução: Child Custody Consultants

A adoção, significa acolher. Porém, em nosso país, o processo de adoção é bastante complexo, burocratizado e, como em tudo que é feito dessa forma, impera a morosidade que emperra o andamento e, dessa forma adotar se torna em muitos casos, uma verdadeira “via crucis“.

Porém, está em tramitação um Projeto de Lei do Senado nº 369, de 2016 e que pretende alterar a Lei nº. 8.069 de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), para dispor sobre a adoção intuitu personae (em consideração a pessoa) mediante a comprovação de prévio conhecimento, convívio ou amizade entre adotantes e a família natural, bem como para criança maior de dois anos, do vínculo afetivo entre adotantes e adotando. Na verdade, se aprovada tal mudança, irá “sacramentar” algo que, na prática, já passou a fazer parte dos processos de adoção.

Infelizmente, são milhares de crianças e adolescentes relegadas a um segundo plano em orfanatos desprovidos de uma estrutura que lhes proporcione educação de qualidade e assistência médica para lhes garantir uma boa saúde.

E, há um capítulo à parte muito cruel nessa história: o preconceito, sim porque muitos casais tem como pressuposto máximo, crianças recém nascidas, brancas, se possível, loiras e de olhos claros, ou seja, verdadeiros “europeus” e/ou “americanos“, totalmente fora da nossa realidade.

Adoção Um Ato de Amor por um Casal Homossexual
Imagem/Reprodução: The Huffington Post

Pessoalmente, conheci um orfanato chamado Casa Maternal Mello Mattos, situado no bairro Jardim Botânico/RJ, onde encontrei crianças de todas as idades e etnias, irmãos, que muitas vezes eram separados, pois, quem se dispunha a adotar conseguia fazê-lo em um determinado tempo com um deles, mas em razão da burocracia reinante desistiam do outro, e mais uma vez uma relação familiar era desfeita. Quando os adotantes, tinham condições financeira mais sólidas, muitas vezes, retornavam ao orfanato para buscar o irmão que ficara para trás e, graças a mais esse ato de acolhimento os laços afetivos eram resgatados.

Torço sinceramente que tal estado de coisas mude, urgentemente, para que um número cada vez maior de crianças e adolescentes sejam contemplados com a chance de terem suas vidas resgatadas de um triste estado de abandono, para uma vida plena e feliz.

Adoção Um Ato de Amor e Felicidade Eterna
Imagem/Reprodução: Rhode Island Adoption Lawyer

Vejo a adoção como algo que deva ser prazeroso, independente da situação em que esta ocorra podendo muitas vezes, o adotado, chegar até você pelos caminhos mais inusitados,tais como: um familiar, amigo, conhecido, desconhecido, um enteado, que no final de contas se torna mais filho até do que aquele havido por laços de consanguíneos, como aconteceu comigo.

E, por favor, impeçam que sentimentos como medo, preconceito, opinião alheia – até porque em muitas situações, a opinião alheia nada tem a acrescentar – o façam desistir de lutar pelo direito de exercer o doce e gratificante ofício de serem premiados com a alegria de serem pais, recomendo para quem quiser acrescentar um pouco mais de emoção em suas vidas.

Sonia Maria

Meu nome é Sonia Maria, sou carioca, com muito orgulho, advogada, empresária. Nas horas vagas adoro ler bons livros, dançar, viajar, namorar. E sou uma pessoa bastante obstinada, sei ser paciente, aliás, a paciência, é fundamental para que não desistamos dos nossos objetivos.


  • Mauro Sergio Vieira Colina

    Muito bom!!

    • Sonia Maria Custodio

      Boa noite. Muito obrigada.