Animais, respeitar é preciso

O tema, desta vez, já é sobejamente conhecido, muito debatido pela sociedade. Entretanto, de forma “abusada”, resolvi abordá-lo. Os animais, que são também parte integrante de nossas vidas e, a maneira como são tratados. O abandono de animais, é uma triste realidade. A constatação é do canil municipal e da ONG Cão Ajuda que, a exemplo de muitas outras, faz um trabalho de acolhimento, na cidade de São Carlos – SP.

A mesma ONG de São Carlos – SP constatou que, durante os meses de dezembro e janeiro o número de casos de abandonos e maus-tratos de animais aumenta em 20%. No âmbito legal a lei Federal nº 9.605/98, de proteção aos animais, dispõe no art. 32 que, abuso, maus-tratos e mutilação em animais silvestres, domésticos, nativos ou exóticos pode gerar pena de três meses a um ano de prisão, ou seja, a punição determinada em lei deveria servir para barrar o comportamento indigno contra, esses seres, dito irracionais e que a meu sentido, muitas vezes conseguem ter uma racionalidade superior a muitos homens.

Senão vejamos: os “irracionais”, não raro, acolhem seus iguais de forma solidária, a exemplo da cadela, que alimentou um filhote de leão de dois dias no zoológico Royev Ruchey, na cidade siberiana de Krasnoyars. E aí indago: quantos de nós teríamos esse desprendimento, se o que vemos todos os dias são notícias de mães abandonando seus filhos recém-nascidos (ainda com o cordão umbilical) em valas e lixões ?

Porém, nem tudo está perdido, porque existem pessoas que têm a consciência de que os animais merecem o mesmo respeito e carinho como qualquer ser humano, pessoas e entidades que os acolhem, (como as acima já mencionadas), o GARRA e a SOZED. Nesta última, uma amiga, trabalhou como voluntária e assistiu a “crueldade com que os bichinhos indefesos são tratados”, ainda de acordo com ela,”as instituições sobrevivem através de doações, sem qualquer ajuda do governo”.

As instituições esclarecem que os cães que vão para as campanhas de adoção, devem ser vermifugados, vacinados e castrados. Segundo eles, a castração, é indispensável porque muitas vezes “o adotante pode enjoar do cão ou gato e, simplesmente os abandonam nas ruas de novo”. Nas ruas eles sofrem todo o tipo de agressão, pegam todo tipo de doença e, quantas ocasiões eu mesma vi animais perambulando feridos, com um triste olhar de abandono, se bem que, às vezes, é melhor o abandono do que o maltrato do próprio dono, que usa o animal como “para-raios” de suas frustrações e inseguranças!

Entre as causas possíveis do abandono dos animais, as “justificativas” mais comuns, são: 18,5% suja a casa, 12,6% destrutivo fora de casa, 12,1% agressivo com pessoas, 11,4% ativo demais, 10,9% requer muita atenção, 20,0% destrutivo dentro de casa, 9,0% desobediente. (Fonte: Wikipédia). Opis! Coincidência ou não, com todo o respeito, não são também essas mesmas “justificativas”, que levam as relações entre as pessoas a “azedarem” de vez?

A minha visão, é de que todas essas “justificativas” têm origem, de verdade, na ausência de sentimentos que andam escassos em nossos dias, Amor, Respeito, Tolerância, Solidariedade. Porém, o importante é fazermos a nossa parte. E, para tanto, aproveito o privilégio de ter meu blog acessado por muitos leitores, para convidá-los a conhecer e também divulgar o trabalho daquelas pessoas que contribuem para minorar o sofrimento dos animais, clique aqui para ver a página do GARRA e clique aqui para ver a página do grupo SOZED.

Finalmente, por uma questão de pleno reconhecimento, agradeço a colaboração da minha amiga Gisele Abreu Messi ( 🙂 / 😀 / 🙂 ) que, de forma carinhosa, contribuiu para enriquecer este artigo, indicando a existência das Instituições GARRA e SOZED, que têm página no Facebook. Além do mais, estamos considerando (e muito!) a possibilidade de entrevistar as pessoas que desenvolvem esse trabalho, visando colher mais informações e conquistar a adesão de um número maior de pessoas, para essa causa tão nobre.

Fonte da segunda foto: Folha de São Paulo

Sonia Maria

Meu nome é Sonia Maria, sou carioca, com muito orgulho, advogada, empresária. Nas horas vagas adoro ler bons livros, dançar, viajar, namorar. E sou uma pessoa bastante obstinada, sei ser paciente, aliás, a paciência, é fundamental para que não desistamos dos nossos objetivos.