Chegamos aos 449 anos da Cidade Maravilhosa!

Rio de Janeiro, declaro meu amor a você! Em uma cidade tão maravilhosa cabem todos os adjetivos, mas…, será que a amamos a cidade de verdade? Neste momento, do alto da varanda do apartamento no Leblon (bairro considerado “top”) olho e o que vejo? canteiros, antes cobertos pela vegetação, apenas com uma terra rala e pobres palmeiras abandonadas e, em frente ao prédio, uma papeleira quebrada.

Que a justiça seja feita, algumas vezes reposta e destruída, fazer o que? Se caminharmos pelas zonas norte, oeste e baixada, iremos ter o mesmo tipo de “paisagem”! Abandono, sinônimo de desamor! Porém, o foco desta vez, é a aniversariante de hoje. Olá, senhores Prefeito, Governador, Deputados, Vereadores e habitantes deste Paraíso Tropical, um pouco mais de carinho e respeito com esta digna menina, não faz mal algum! Seguinte, nada contra aos senhores governantes. Entretanto, deveriam sair do conforto de seus gabinetes, mais vezes e, circular pela cidade maravilhosa, pois, não basta delegar, tem que participar com olhar crítico e de incentivo aos seus comandados.

Considerando que existem subprefeitos, não seria o caso de fazê-los atuar de forma mais efetiva, acompanhando de perto as áreas onde a população demonstra uma certa insatisfação, tais como: calçadas quebradas, iluminação deficiente, hospitais carentes de equipamentos e instalações ruins, escolas mal conservadas, áreas de lazer com bancos quebrados e “habitadas” por moradores de rua, dependentes químicos, lixo (triste visão), ônibus em péssimo estado de conservação, falta de placas indicativas de logradouros (esta uma grande reclamação dos turistas nacionais e estrangeiros), policiamento inteligente, mais diálogo e menos truculência e façamos também nossa “mea culpa”.

Quando praticamos a falta de civilidade, jogando lixo na rua, guimbas de cigarros, pichando prédios, bancos de praça, monumentos históricos, avançando sinal, buzinando de forma enlouquecida e nos enlouquecendo, para citar apenas algumas das muitas demonstrações de desamor pela cidade, somos todos “culpados”.

Aproveitando que estamos no período da maior festa desta cidade, o Carnaval 2014, vamos prolongar o uso dessa energia para todos os dias do ano e, ao invés de reclamarmos e, os governantes de se indignarem com as críticas justas ou injustas, abraçar o Rio de Janeiro, para transformá-lo naquilo que corresponde a sua real vocação, ou seja, a de ser a Cidade Maravilhosa!

A cidade não precisa de guerras urbanas, vandalismo ou xingamentos, ela quer e precisa que todos se unam para criar um clima de prosperidade verdadeira e não utópica, os devaneios jamais nos levarão a concretização dos projetos de vida que queremos para nós e as gerações futuras, um olhar crítico é ótimo, um olhar rancoroso, nunca. A cidade considerada um patrimônio da humanidade, deve ser antes de tudo o patrimônio de todos que nela habitam.

Vamos cobrar dos governantes a solução dos problemas (que são muitos) sem perdermos o foco da questão, vamos “entupir” os sites da prefeitura, do estado, das respectivas secretarias com e.mails, usar a tecnologia a nosso favor, incomodar sendo um exemplo, com ideias inteligentes e inovadoras, não quebrando e destruindo aquilo pelo qual teremos que pagar (novamente).

Além do muito que já pagamos, eu mesma dou agora, de presente, para cidade uma grande dica: para acabar com a poluição de rios e lagoas, uma solução bem eficiente, rápida e bem mais barata do que as milhões de verbas já dispendidos, como por exemplo, a colocação de uma bactéria encontrada no Rio Negro (nossos competentes biólogos a conhecem).

Convite: vamos nos unir (todos) e melhorar o que já é maravilhoso, a cidade mais linda e bonita por natureza (como bem cantado por Jorge Ben Jor). Sugestões serão sempre bem-vindas!

Sonia Maria

Meu nome é Sonia Maria, sou carioca, com muito orgulho, advogada, empresária. Nas horas vagas adoro ler bons livros, dançar, viajar, namorar. E sou uma pessoa bastante obstinada, sei ser paciente, aliás, a paciência, é fundamental para que não desistamos dos nossos objetivos.