As consequências da intolerância humana

Sabe aquela curiosidade que, quando nascemos começa a fazer da nossa vida? Pois bem, no meu caso, desde que me entendi por gente, me perguntava: por que as pessoas eram “coloridas”? Diante de tal estranheza, perguntava a minha mãe: dá para me explicar por que as pessoas, são de cores diferentes?

A resposta que recebi da minha mãe, moldou de forma definitiva a minha maneira de ver o mundo: “Filha, essa diferença de cores das pessoas, não tem a menor importância, o importante é o que as pessoas fazem nesse mundo, ou seja, como se comportam, o caráter delas, o respeito ao próximo. A diferença de cor, não é nada, o importante, a diferença que importa, e o comportamento, e o que as pessoas fazem de bom ou ruim, isso sim e que é a verdadeira diferença das cores”.

Caramba, essa “definição” da minha mãe, ficou povoando o meu pensamento até que atingisse a fase adulta e, quanto mais convivia com um universo maior, em diferentes ambientes: acadêmico, profissional, social, familiar e, até mesmo em relacionamentos amorosos, mais dava razão a minha mãe e agradecia por impedir de cair na armadilha de ser contaminada por uma das piores doenças que existem: o preconceito racial.

Além do mais fui ensinada que, o preconceito, seja de qualquer natureza, é próprio dos idiotas. Bem, durante essas manifestações que estão ocorrendo nos Estados Unidos – USA, pude assistir estarrecida que, parece que, as pessoas, continuam tendo que se valer da violência para demonstrar sua indignação (legítima), em razão de um ato bárbaro de um policial “branco”, contra um outro “negro”, que resultou na morte desse último.

Em pleno século 21, como aceitar que, barbaridades como essa, continuem acontecendo? Como entender que, aquele “colorido exterior”, o da pele, valha mais do que somos como pessoas?

Moral da história: será que um dia, as pessoas, contaminadas por essa doença terrível, o PRECONCEITO RACIAL, ou qualquer outro tipo, vão conseguir se curar, para entender que, a melhor diferença de COR, e o colorido da natureza, dos artistas, dos pintores, do arco íris, das brincadeiras das crianças nas escolinhas?

Gente, vamos valorizar o que, realmente, faz a diferença, ou seja, as cores que trazemos dentro de cada um de nos, tais como: a do amor, afeto, do saber se colocar no lugar do outro, de compartilhar, de exercitar a BOA LUTA, a de nos unirmos para criar um mundo melhor, mais igualitário, mais inteligente, mais saudável e, por que não dizer, mais divertido.

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Sonia Maria

Meu nome é Sonia Maria, sou carioca, com muito orgulho, advogada, empresária. Nas horas vagas adoro ler bons livros, dançar, viajar, namorar. E sou uma pessoa bastante obstinada, sei ser paciente, aliás, a paciência, é fundamental para que não desistamos dos nossos objetivos.