E, não somos todos brasileiros?

Pessoal, negócio é o seguinte: algum de vocês poderá me mostrar um novo desenho do mapa do Brasil, aonde os estados ao invés de estarem juntos, se encontram separados, distantes, cada um deles representando um país? Pois, bem se alguém conseguir fazê-lo, então será um inovador de uma forma inimaginável, pelo menos para mim.

Somos Brasileiros
Fonte da imagem: G1

Pessoalmente, acho que “discussão”, é acima de tudo, uma grande perda de tempo, energia, um verdadeiro atraso de vida, algo improdutivo, desgastante com uma energia extremamente negativa e que na maioria das vezes tira dos envolvidos a capacidade de raciocinar, prevalecendo a falta de bom senso, não raro, ofensas e palavras raivosas que acabam abrindo um “abismo” entre as pessoas, arrependimentos tardios, desgastes – em especial – se essas duas pessoas têm um envolvimento de ordem afetivo – se for entre um homem e uma mulher, é ainda mais complicado.

Ora vocês, devem estar se perguntando, o que essa dissertação acerca da “discussão”, tem a haver com o título do artigo? Simples: porque vou começar a minha defesa veemente, de algo que deveria nortear a relação das pessoas em sociedade: o diálogo, sinônimo de entendimento, racionalidade, educação, cuidado com o nosso interlocutor, limite nas palavras e gestos, colocação das ideias com calma, serenidade, àquele “puxão de orelha”, necessário com um certo carinho, doçura (e resistir a doçura, quem há de).

Enseada de Botafogo
Fonte da imagem: G1

As últimas eleições, fizeram com que uma imensa gama de pessoas, usassem a discussão, como se fosse uma arma, um petardo, em todos os lugares, sem distinção. As chamadas redes sociais, foram usadas como verdadeiros “tribunais”, onde àqueles que divergiam a respeito do melhor candidato, se declaravam inimigos mortais e, o que é pior, aqueles que antes eram amigos, amicíssimos, parentes, familiares, colegas de trabalho, velhos companheiros de longas noitadas e bebidinhas e cúmplices na paquera, de frequentarem praias, para um joguinho charmoso de volley, aquele jogo de bola (a paixão nacional), o churrasquinho na laje, o forró ritmo dominado pelos nordestinos, o samba (bem a gosto dos cariocas e paulistas), enfim todos os costumes e ritmos- me desculpem se esqueci de algum – viraram pó, literalmente.

Passado o clamor das urnas, vieram à tona afirmações preconceituosas, debochadas, como se não fossemos todos habitantes deste imenso país, brasileiros natos ou não, somos um mesmo povo, habitantes de uma mesma nação! Tudo bem, ninguém é obrigado a pensar da mesma forma que o outro, mas daí a querer obrigar alguém a pensar como você, é para mim um pouco demais.

Todos nós, sem exceção, queremos o melhor para esse país e o que ninguém quer ou precisa nesse momento, é de discussão, sinônimo de divisão. Precisamos, isso sim, de diálogo, conversa, colaboração, respeito e união, ou seja, muito diálogo, sinônimo de entendimento e união. E, quem aí desconhece aquela máxima popular de que, “a união faz a força?”

No nosso caso, a união significa mais do que força, significa a vontade de nos tornarmos um pais melhor, mais justo, mais rico não só em dinheiro, mas na riqueza de ideias, da descobertas de soluções inteligentes, inovadoras, como ocorre em momentos de crise, em qualquer sociedade que se queira justa, o apontar o dedo para o outro, é a atitude menos inteligente a se tomar.

O brasileiro não pode ignorar o fato de que, somos um dos povos aonde a miscigenação é uma grande realidade, ela é não só de raças, como também de “origens”. Sim, eu mesma carioca, filha e neta de nordestinos, com muito orgulho, não consigo entender essa divisão: leste, sul, centro oeste, Brasil rico, da elite – mas que riqueza? que elite? Não seria melhor dizer: a riqueza produzida pelo trabalho e, a elite, composta por pessoas mais abastadas, porque ousaram mais, buscaram mais, estudaram mais, e que ainda pelo trabalho, alcançaram uma outra posição social e por isso mesmo em condições de criar mais frentes de trabalho, podendo beneficiar um maior número de pessoas, resultando em um ciclo virtuoso de uma vida próspera para o meio em que vivem?

A nossa cultura, nossa culinária, nossa arte, talento, criatividade é conhecida, reconhecida e admirada pelos outros povos, nossas carências, necessidades, fragilidades, igualmente. A questão: qual o país nesse imenso mundão, não tem da mesma forma que o nosso, falhas, carências e falhas? A perfeição, o Paraíso, a Terra Prometida, é uma utopia, uma ilusão, só existe na imaginação dos poetas e, nos roteiros das novelas (as nossas são consideradas como as melhores) dos filmes e peças de teatro.

De tudo isso, podemos e devemos tirar uma lição: cabe a cada um de nós, ao invés de apontar o dedo, criticar o outro pela escolha ideológica, lutar, trabalhar, ficar atentos as promessas dos ora eleitos e, reeleitos, cobrar dos nossos representantes políticos uma atitude mais ética, apontar o dedo, só se for para a corrupção, na minha opinião e, na de todos que amam esse país, (restante do o mundo pensa da mesma forma), o maior de todos os males neste país.

O brasileiro precisa e deve procurar se inteirar dos fatos de forma mais isenta, a informação, é uma das nossas melhores “armas” (ler a Constituição Federal, principalmente, o seu artigo 5º que trata dos direitos e deveres) para combater o mal que todas as formas que contamina tudo: o mal político, o mal brasileiro que não sabe respeitar o outro, o mal educado, o mal intencionado, o mal profissional, o mau caráter, o mal chefe de família – que se esquece que se não for um bom exemplo, pode contribuir para a formação de um mal cidadão- e tantos outros “males”, que fica difícil de enumerar.

Brasileiros de todos os cantos e recantos dessa “Pátria Amada”, lembrem-se: somos um só povo, uma só nação, formada por diversas regiões, cidades, aldeias, povoados, recortes geográficos, mas um mapa desenhado como um todo, único, ligado, colado, não fragmentado. Cobrarmos mudanças, faz parte, cada um de nós temos direito a uma opinião própria e que julgamos a melhor, mas também termos o bom senso de respeitarmos a opinião do outro.

Então façamos dessas diferenças um polo de “troca” de opiniões, sem transformarmos tudo em um campo de batalha, como se fossemos inimigos, querendo combater e vencer uns aos outros, quando na verdade o inimigo a ser batido sob todas as formas é uma senhora que atende pelo nome de ….. corrupção.

Sonia Maria

Meu nome é Sonia Maria, sou carioca, com muito orgulho, advogada, empresária. Nas horas vagas adoro ler bons livros, dançar, viajar, namorar. E sou uma pessoa bastante obstinada, sei ser paciente, aliás, a paciência, é fundamental para que não desistamos dos nossos objetivos.


  • Concordo plenamente @Sonia!

    “Somos todos Brasileiros. Devemos nos orgulhar e proteger nossa nação”.

    Protestando pacificamente é claro!

    • Sonia Maria Custodio

      Marcos, boa noite

      O certo, é que tenhamos ações conscientes e que sejam pensadas para o progresso e desenvolvimento de todo o nosso país!

      Abraços

      🙂 🙂 🙂

  • ブラジル人は、あなたの国を愛する必要があります!それを破壊しないでください!

    • 私は同意する! 🙂

      • Sonia Maria Custodio

        Midujane, good night

        Thanks a lot

        🙂 🙂 🙂

    • Sonia Maria Custodio

      Shizune, good nigt

      Thanks a lot!

      🙂 🙂 🙂