A vida como ela é de fato!

É mais ou menos um tema que pode ser esquecido, pela maioria das pessoas, por ser incômodo, por ser difícil até de aceitar, porque de certa forma, nos deixa perto do prenúncio do fim, não só da vida, mas também de oportunidades, dos padrões da beleza exterior, do frescor da juventude, do distanciamento do sucesso profissional e, o senhores do mercado de trabalho acreditam que, a memória, já não lhes dá condições de “lembrar” das questões mais simples e, o pior, que nem têm como aprender, se atualizar, acompanhar a velocidade das descobertas diárias do mundo digital.

O preconceito então, nem se fala: muitos apontam o dedo acusador, dizendo “olha lá aquela/e velha/o, namorando, casando, usando biquíni, se achando no direito de desfrutar das delícias da natureza, dirigindo? Olha o perigo, podem causar um acidente, e pra quê velho precisa ter carro? Pega logo um ônibus, taxi, pode ser até daqueles de aplicativo, se é que velho sabe o que é isso!

Porém, os preconceituosos de plantão, se esquecem de um pequeno detalhe: a juventude, é passageira, mas a “velhice” é eterna. Opis, olha eu aí também me deixando envenenar pelo preconceito! A minha avó, revolucionária de boa cepa quando ouvia chamar alguém de “velho”, dizia: “velho, é trapo”. E, às vezes, o trapo serve para alguma coisa, pode ser útil para limpar àquela graxa das mãos, se o seu carro precisar trocar um pneu, em uma estrada no meio do nada!

E, um capítulo à parte, a alegria, o bom humor, saber buscar soluções para problemas à primeira vista insolúveis, ensinar aos mais jovens caminhos nunca antes percorrido, como por exemplo, criar um atalho para tocar a sensibilidade de alguém, que pode ser até um amor julgado perdido por conta de uma briguinha idiota. Como é bom saber que nunca é tarde para aprender e ensinar, dar e receber amor, carinho, contribuir com a experiência de toda uma vida, com conhecimentos preciosos para impulsionar o progresso da empresa na qual trabalha ou se já deixou de fazê-lo, ajudar um filho ou neto segredos profissionais, que somente a bagagem de muitos anos de vida, pode dar.

A convivência com a família, é igualmente, algo que pode se tornar bastante complexo. O idoso, dependendo de como se relacionam, pode se sentir rejeitado, inútil, triste, se atendo as recordações da juventude, ficando a um passo de uma indesejada depressão. Entretanto, não tem que ser assim, pode ser essa a fase mais prazerosa da vida, se souber viver o aqui e o agora, se dedicar a alegria de cultivar novas amizades, fazer viagens a lugares nunca dantes navegados, pois, sem estar preso a horários, isso agora lhe será permitido. Procurar aprender um idioma, se voltar para o mundo das artes, cursos de pintura, artes cênicas, tecnologia, moda, meditação, yoga, são infinitas as possibilidades.

Nada de obrigação, muito de alegria e prazer. A saúde, a maior riqueza do ser humano, se cuidada desde sempre, jamais o abandonará e será sua grande aliada. Existe uma teoria errada e abraçada por muitos de que os idosos, não podem frequentar academias, praticar esportes, que deve usar remédios de forma contínua, bater ponto nos consultórios médicos, mas não precisa ser assim. Alimentação saudável, checkups periódicos, que aliás, devem fazer parte das nossas vidas, independente da idade, pois, saúde é a base para uma vida feliz, é uma atitude sábia cuidar da mesma.

Receita para uma boa vida, não há e, se alguém a tiver por favor me fale. Acredito isso sim, que existam alguns “ingredientes” que podem resultar em um “molho” bem saboroso e não deixar que na idade madura, caiamos na tentação de nos tornarmos pessoas chatas, do tipo que ninguém quer ter por perto, a saber: é proibido ficar se fazendo de vítima, só para chamar atenção, reclamar de tudo e de todos, esconder a vontade de dar gostosas gargalhadas, com medo de parecer ridículo, evitar frequentar praias com medo de expor àquele corpinho, digamos, não muito sexy, parar de frequentar gafieiras ou qualquer outro templo da boa dança, se negar a ter uma vida sexual ativa(o que faz um bem danado), com a desculpa de que não estou mais na idade para “essas coisas”, o que é mentira, porque uma boa vida sexual, é uma das maiores invenções que conheço.

A alegria, o bom humor, uma vida cultivada com amor, o querer ajudar as pessoas, participar de forma ativa da vida politica, promover pesquisas em todos os campos desde o mundo das ciências exatas, filosóficas, artísticas e culturais, aonde está escrito serem atributos exclusivos dos mais jovens?

Palavra de quem conseguiu se descobrir plena em alegria, de vontade de aprender mais e mais, de fazer do riso fácil, sua marca registrada, mesmo nos momentos mais difíceis, a ponto de muitos me perguntarem: criatura você não tem problemas, está sempre com essa cara de alegria deslavada que chega a ser irritante? É, claro que como qualquer mortal, tenho problemas e muitas vezes são tantos que fica difícil saber por onde devo começar, mas nesse longo percurso, tenho aprendido que sejam quais forem, nem todos dependem de mim para chegar a uma solução, que deixar nas mãos de DEUS, é a melhor escolha por ser o CRIADOR de todos nós e o mais sábio, considerando que ao me criar, me deu a ordem de cuidar o melhor possível da minha vida e que ficar doente por conta dos problemas, o deixaria muito bravo comigo e que, se me vejo como alguém que ama a DEUS sobre todas as coisas, no mínimo, tenho o dever de jamais dele duvidar.

Ah! se tenho dias ruins, de mal humor, com vontade de jogar tudo para o alto e de sumir? Claro que sim, mas aí logo me vem a pergunta: se a vida é um presente, como vou poder jogar fora um presente que recebi de alguém tão especial? Seria, digamos uma tremenda falta de educação!!! E, por sinal, minha mãe me ensinou que ser bem-educada, é fundamental e indispensável para nos abrir, digamos, muitas portas para o sucesso sejam no pessoal ou no profissional!

Sonia Maria

Meu nome é Sonia Maria, sou carioca, com muito orgulho, advogada, empresária. Nas horas vagas adoro ler bons livros, dançar, viajar, namorar. E sou uma pessoa bastante obstinada, sei ser paciente, aliás, a paciência, é fundamental para que não desistamos dos nossos objetivos.