Nature #01: Oceano

A mãe natureza, festejada pelos que a defendem de forma consciente não só com palavras, mas também com ações efetivas – temos como exemplo os integrantes do Greenpeace – está a cada dia, mais e mais sendo agredida, pelos seus filhos, nós seres humanos. Todos, sem exceção, dependem da natureza para viver e, a ELA, devemos o fato de existirmos.

Oceano Natureza Sonia Ideias
Imagem/Reprodução: National Geographic

Então, vamos lá: dá para imaginar VIDA em um deserto, aonde não haja qualquer vislumbre de água? Os oásis, neste caso específico, são a salvação. Os animais, sejam de qualquer espécie, igualmente, não sobreviveriam sem o acolhimento da mãe natureza, pois nela se encontra a fonte de toda uma vida feita de renovação constante.

Dentre as maravilhas da natureza, uma em especial, desperta em mim um imenso sentimento de liberdade, plenite e paixão: o Oceano. Olhar esse imenso mundo de água, sabendo que aí a vida pulsa e, abriga seres fantásticos, me dá uma inefável alegria por fazer parte de tudo isso.

Considerando que, os oceanos, cobrem aproximadamente 75% da superfície do planeta e, sem eles o mundo seria um nada, nem existiria. Portanto, lutar pela preservação desse tesouro é não só nossa obrigação, como também um ato de sobrevivência. Porém, um inimigo insidioso, ameça de forma cruel, toda essa grandeza: a acidificação dos oceanos, que é um processo extremamente perigoso, porque pode dar fim a vida marítima.

Oceano Natureza Sonia Ideias
Imagem/Reprodução: National Geographic

Se você gosta de praticar esportes nos oceanos, maravilha, mas faça-o de forma responsável, mesmo se estiver em seus planos um delicioso e charmoso cruzeiro (navegar é preciso), não deixe de realizar uma pesquisa – ferramentas na Internet, estão aí mesmo para tal finalidade – empresas que organizam cruzeiros que sejam mais preocupadas com o meio ambiente.

acidificação, que somente a pouco tempo começou a ser pesquisada, e ainda pouco divulgada, por incrível que pareça teve início na primeira revolução industrial, nos primórdios do século XVIII, através da emissão de poluentes de forma célere, devido a instalação das indústrias por todo o continente europeu. Dessa época, data a acidez dos oceanos que foi incrementada em torno de 30%.

O percentual, é assustador, e o resultado ainda mais, mesmo que a primeira vista, pareça pouco. É o bastante para por em risco a vida marinha e, a daqueles que tiram dos oceanos, seu sustento. Os riscos para as barreiras de coral nas zonas tropicais são uma “enorme preocupação, já que envolvem a subsistência de 100 milhões de pessoas, que dependem destes locais”.

Oceano Natureza Sonia Ideias
Imagem/Reprodução: National Geographic

A geoengenharia sinalizou com algumas medidas para por fim a esse problema. E, uma delas, é a utilização do ferro para fertilizar os oceanos (assim como são fertilizadas as plantações para livrá-las das pragas). O estudo trabalha com a ideia de que as partículas do metal, poderia estimular o crescimento dos plânctons – do grego plagktos – que significa “errante” e é o conjunto de algas microscópicas, protozoários, etc.. que vivem nas águas dos mares, a uma profundidade nunca superior a 200 metros e que serve de alimento para os cetáceos – latim científico: Cetacea – e, constituem uma ordem de animais marinhos (todo o mamífero que vive nas águas), tais como: baleias, golfinhos, botos, etc….

O certo é que, as emissões de carbono, deveriam ser o objetivo da discussão. O processo de acidificação além da vida marinha, atinge também cidades e, os países (e não são poucos) que são inteiramente dependentes da pesca, do turismo que gera muitas divisas e, consequente empregos, riqueza, melhoria da qualidade de vida como um todo.

Oceano Natureza Sonia Ideias
Imagem/Reprodução: National Geographic

As atitudes concretas, por parte das autoridades, em especial, a criação de leis mais rigorosas que penalizem os infratores que destroem os oceanos, sem se preocupar com as consequências de atos que podem ser considerados como criminosos, pois, matam a vida ali existente.

A maneira inteligente de minimizar os efeitos da emissão de carbono, concomitantemente com a fiscalização, é a de incrementar o uso do transporte público, em especial, veículos movidos a fontes de energia renováveis, fazer a opção pelos alimentos orgânicos que sejam provenientes da agricultura de baixo carbono.

Oceano Natureza Sonia Ideias
Imagem/Reprodução: National Geographic

Porém, as medidas anteriormente descritas, só serão viáveis se a indústria alterar a maneira de utilizar os recursos naturais e, mais ainda que façam a produção de bens utilizando matérias-primas sustentáveis assumindo um compromisso real e, não fiquem apenas no discurso vazio, porque ideias despidas de ações sérias, serão como usar um paliativo para a cura de uma doença grave.

Segundo os pesquisadores, “apenas a redução das emissões de CO2 permitirá deter o problema”. No entanto, mesmo que não pertençamos a um grupo constituído por bravos lutadores, como o são os membros do Greenpeace e, tantas outras organizações não governamentais (as chamadas Ongs), grupos de estudos científicos, entidades sociais, escolas com seus grupos de trabalhos e pesquisas, nós simples mortais, podemos contribuir para minorar os efeitos desses danos aos nossos tão combalidos oceanos.

Oceano Natureza Sonia Ideias
Imagem/Reprodução: National Geographic

Senão vejamos: reduza o consumo de energia (pense como sua atitude, irá minorar os efeitos do carbono), substitua sua lâmpada comum, por outra fluorescente, a sua conta de energia elétrica irá diminuir, a economia o beneficiará também, use as escadas e sua saúde irá agradecer pelo exercício benéfico, e utilize mais o transporte coletivo e se, possível, a bicicleta (ótima opção para melhorar o visual), deixe um pouco o automóvel de lado.

Na alimentação, prefira peixes e mariscos de forma segura e sustentável, porque as populações de peixe estão diminuindo drasticamente em decorrência da perda de habitats e as práticas de pescas predadoras (uso indiscriminado das redes) e, até mesmo quando fizer suas refeições na rua, tenha em mente a opção por espécies saudáveis e sustentáveis, não será nenhum sacrifício para os adeptos da alimentação saudável.

O plástico, é da mesma forma que outros tipos agressivos, um grande malefício para os oceanos, contribuindo para a destruição de habitats e para a morte de milhares de animais marinhos. O lixo, oriundo da prática de atirar produtos fabricados com o plástico, é um dos que provoca os piores efeitos sobre a vida marinha, pois, seus efeitos danosos se perpetuam por um período absurdamente longo.

Oceano Natureza Sonia Ideias
Imagem/Reprodução: National Geographic

As praias que servem como “área de lazer”, merecem ser mais bem cuidadas e respeitadas. Os que as frequentam apenas para se banhar e usufruir das delícias de receber os efeitos do iodo, contido no mar devem provar seu amor por esse lugar tão maravilhoso e, quando deixar o local, evitar de deixar atrás de si aquele terrível “montinho” de lixo (recolha os papéis de sorvete, as garrafinhas d’água, tudo o que você levou e, só está ali por sua causa), aprecie a paisagem, mas não interfira com a vida selvagem, nem retire pedras e corais. E, faça um belo trabalho de conscientização junto as demais pessoas, incentivando-as a seguir seu exemplo.

Se disponha a ser um grande amigo dos oceanos, nunca dê comida ao seu animal de estimação, sem deixar de ter em mente a sustentabilidade de peixes e mariscos. E, se como eu caro leitor, gosta de um belo aquário na sua casa (amo todos os dias olhar para os belos peixinhos que o habitam), não utilize os peixes de água salgada, os quais, são apanhados em estado selvagem e, jamais os solte no oceano, pois, essa prática pode inserir espécies não nativas, dessa forma, prejudicando os ecossistemas existentes.

Artigo Oceano Natureza
Imagem/Reprodução: National Geographic

No quesito vaidade e todos nós temos um pouco, principalmente nós mulheres, gostamos de nos produzir e as jóias e bijoux, fazem parte do visual, é como um “acabamento” para tornar a imagem mais atraente.

Porém, mesmo querendo ficar mais belas, amigas, evitem a compra de peças confeccionadas com corais (são tentadoramente lindos), acessórios para cabelos, acabamento de bolsas, feitos de tartaruga (são utilizadas suas carapaças), bem como os produtos derivados dos tubarões.

Saiba mais: Assista ao Documentário Planeta Água (Netflix)
Saiba mais: Assista ao Documentário Mission Blue (Netflix)

E, acima de tudo o mais importante, tenhamos consciência de que depende unicamente de cada um de nós, salvarmos os oceanos e, talvez muitos ainda não se tenham dado conta, a salvação do planeta. A nossa atitude efetiva, de apoio a tudo que possa reverter a atual situação, é uma das maneiras de garantirmos a nossa própria vida e, a de gerações futuras.

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Próximo episódio: Nature #02: Maravilhas Noturnas…

Sonia Maria

Meu nome é Sonia Maria, sou carioca, com muito orgulho, advogada, empresária. Nas horas vagas adoro ler bons livros, dançar, viajar, namorar. E sou uma pessoa bastante obstinada, sei ser paciente, aliás, a paciência, é fundamental para que não desistamos dos nossos objetivos.