Nature #08: Clima

Nesta sexta-feira, dia 28, vamos dar um giro pelo nosso mundo, mais especificamente falar acerca do clima. E, falar em clima é, também falar sobre o comportamento do ser humano e de como podemos contribuir para mitigar os efeitos de ações desastrosas que, irão se voltar contra nós mesmos a não ser que tomemos a medida adequada. Confira na íntegra! 🙂

Natureza Clima Temperatura do Globo
Imagem/Reprodução: National Geographic

Os informes da Agênia FAPESP, dão notícia de que os efeitos das mudanças climáticas já percebidos e sentidos em diversos países e regiões do mundo, inclusive no Brasil. É indispensável que os governos comecem a implementar medidas de forma urgente para mitigar a vulnerabilidade de suas populações e de setores econômicos às variações que estão ocorrendo no clima.

De acordo com os pesquisadores, esses fenômenos climáticos que já fazem parte do dia-a-dia em nosso país, bem como em todos os outros, servem para ajudar a entender as variações do clima e também como estímulo as nações para que adotem medidas de adaptação mais contundentes.

O Brasil implantou um programa de agricultura de subsistência no Nordeste, visando o melhoramento de plantas que podem ser adaptadas às mudanças climáticas e vem se empenhando para conservar seus principais ecossistemas, tais como a Amazônia e a Mata Atlântica, por meio da implantação de corredores biológicos.

Temperatura Natureza Clima do Globo
Imagem/Reprodução: National Geographic

A primeira etapa para a adaptação é diminuir a fragilidade à exposição ao clima no presente. Por incrível que possa parecer o Brasil, já está fazendo sua parte, embora de forma lenta. A população no Nordeste é afetada frequentemente pela seca, um problema que já faz parte da história do povo nordestino, infelizmente.

Entretanto, algumas medidas para reverter esse quadro estão sendo adotadas nesta região, tais como: a construção de cisternas para acumular a água das chuvas. O problema é que, quando a seca se prolonga por muito tempo, como tem ocorrido na região, em especial, nos últimos anos se torna impraticável acumular água, por razões óbvias.

Diminuição da pobreza

De acordo com os pesquisadores autores do relatório da Agência FAPESP, a capacidade de adaptação às mudanças climáticas dos países da América do Sul e da América Central nos últimos anos melhorou, em grande parte devido as iniciativas tomadas por algumas nações. A redução da pobreza, foi mais uma das causas para a melhora do clima.

Clima Temperatura do Planeta Terra
Imagem/Reprodução: National Geographic

Tem-se que levar em conta que as condições socioeconômicas nas Américas do Sul e Central tomaram um novo rumo, mesmo que de forma lenta, mas significativa, desde a publicação em 2007, do Quarto Relatório de Avaliação (AR4) do IPCC, ressaltam os pesquisadores.

Entretanto, como em tudo na vida ao lado de melhorias, ainda nos deparamos com situações indesejáveis, tais como: um elevado e constante nível de pobreza e de desigualdade socioeconômica nas maioria dos países das duas regiões anteriormente mencionadas, que tem como consequência a dificuldade de acesso à água potável, saneamento básico e habitação digna, com destaque para a população menos favorecida.

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Tal conjunto de fatores contribui para a capacidade mínima de adaptação às mudanças climáticas dessas populações, cono indica o relatório. As chuvas, segundo estudos, devem diminuir em índices alarmantes, ou seja a situação é extremamente preocupante. No Nordeste do Brasil devem diminuir em 22% e, entre 22% a 7% na América Central, em 2100.

Ao mesmo tempo, os períodos de seca na região tropical da América do Sul e leste dos Andes, bem como a frequência de dias e noites quentes na maioria das regiões da América do Sul.

Alguns possíveis impactos dessas alterações climáticas nas duas regiões, resultarão na extinção de habitats e de espécies importantes, principalmente, na região tropical da América Latina.

Natureza Clima Temperatura do Globo
Imagem/Reprodução: National Geographic

Haverá a substituição de florestas tropicais por savanas e vegetação semiárida por árida, aumento do número de pessoas em situação de stress hídrico (com escassez de água) e, aumento de pragas nas culturas agrícolas e de doenças, como a dengue e a malária nas populações.

Conclusão: devemos nos mobilizar, de forma consciente, para reverter esse quadro e, a melhor maneira de fazê-lo é passar a tratar a natureza com o amor e respeito que ela merece.

Mudanças na utilização da terra

Segundo pesquisadores, as mudanças no uso da terra nas regiões mais afetadas, ou seja, as seja as mais degradadas face o constante desmatamento e a degradação ambiental, tem contribuído de forma significativa para piorar os impactos negativos no meio ambiente, gerando alterações climáticas negativas.

Natureza Clima Temperatura do Globo
Imagem/Reprodução: National Geographic

Apesar das taxas de desmatamento na Amazônia terem diminuído, segundo estudos, de forma substancial desde 2004 para uma média de 4.656 quilômetros quadrados em 2012, regiões como o Cerrado brasileiro apresentam, ainda, elevados índices de desmatamento, com taxas médias de 14. 179 quilômetros quadrados por ano no período compreendido entre 2002 e 2008, segundo o relatório.

A elevação das emissões de gás carbônico, geradas pela queima de combustível fóssil, aumenta ainda mais o risco de severas mudanças climáticas. Os altíssimos níveis de desmatamento, bem como a degradação do solo observados na maioria dos países da região são atribuídos, em grande parte, à expansão da agricultura extensiva e intensiva para que possa ser atendida a crescente demanda mundial por alimentos.

Natureza Clima Temperatura do Globo
Imagem/Reprodução: National Geographic

Na avaliação dos nossos pesquisadores, autores do relatório mencionado, uma das mudanças sensíveis do Quinto Relatório do IPCC em relação ao AR4, é o foco em adaptação e mitigação.

Para cada projeção de mudanças climáticas para diversas partes do mundo, que fazem parte do relatório, existem indicações de ações de adaptação e mitigação, destacou Marcos Buckeridge, professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores do capítulo nº 27 do relatório, sobre os impactos das mudanças climáticas nas América do Sul e Central.

Como bem ressaltado no relatório do IPCC, as tendências são de aumento da temperatura global, aumento e diminuição de precipitações (chuvas), degradação ambiental, risco para as áreas costeiras, e a fauna marinha, mudança na produtividade agrícola, entre outras.

Natureza Clima Temperatura do Globo
Imagem/Reprodução: National Geographic

O grande ponto de interrogação é sobre os resultados das ações visando melhorar as condições climáticas, porque cada ação depende do lugar e do contexto, ou seja, o que pode dar um bom resultado em um setor, pode redundar em um resultado pífio em outro.

Tomemos como exemplo, o Nordeste do país. A construção de cisternas pode ser um começo para minimizar os efeitos da seca. Porém, esse trabalho não pode ser permeado por ações esparsas e em largos períodos, mas de forma constante e permanente, uma meta a ser perseguida de forma sistemática.

Temos ainda, a previsão de aumento de raios em 50%, dada a mudança do clima. Um estudo de cientistas americanos, publicado na revista Science, sugere que as mudanças climáticas farão crescer a ocorrência de raios, até o fim deste século. A análise se baseia em medições de precipitação e flutuabilidade das nuvens, aplicadas a diferentes modelos climáticos que estimam a elevação da temperatura no planeta até 2100.

Incidência de raios

Natureza Clima Temperatura do Globo
Imagem/Reprodução: National Geographic

O Brasil, ocupa o 1º lugar na incidência de raios, com 57,8 milhões de ocorrências por ano, seguido da República Democrática do Congo, com 43,2 milhões. Ao final, temos que refletir, em que mundo queremos continuar vivendo, pois, por tudo quanto demonstram os cientistas e pesquisadores, ainda há tempo de salvarmos o planeta e revertermos a situação do clima, desde que cada um de nós, façamos a nossa parte, cuidando do nosso “quadrado”, do nosso pedacinho de chão, não despejando dejetos e lixo nas praias, nos rios.

Além disso, é encontrado também em matas, preservando as florestas, respeitando a terra, com uma agricultura consciente, respeitando os animais (a vida marinha é a grande vítima da corrida desenfreada pela riqueza no fundo do mar), não desperdiçando a água, nem os alimentos. Gente, vamos todos parar, pensar e seguir em frente, mas cuidando desse grande tesouro que temos em nossas mãos, que é a nossa grande mãe natureza.

Encerramos a nossa grande aventura por aqui… Até a próxima! 😉

Saiba mais: Confira a Série #Nature na íntegra!

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Próximo episódio: Nature #09: Montanhas…

Sonia Maria

Meu nome é Sonia Maria, sou carioca, com muito orgulho, advogada, empresária. Nas horas vagas adoro ler bons livros, dançar, viajar, namorar. E sou uma pessoa bastante obstinada, sei ser paciente, aliás, a paciência, é fundamental para que não desistamos dos nossos objetivos.