As escolas estão no caminho certo?

As nossas escolas estão de fato preparadas para acompanhar a evolução constante e hiper rápida do mundo atual? As gerações atuais estão cada vez mais exigentes, a sede de conhecimento aumenta a cada dia, procurando caminhos e até mesmo atalhos para chegar a fonte do saber em todos os sentidos. Saiba mais, confira o artigo na íntegra!

Escolas no Caminho certo?
Fonte da imagem: MOBA School

O mundo busca respostas para indagações e, muitas vezes, até mesmo a ciência não encontra respostas que satisfaçam de forma plena a tantas dúvidas que rondam as cabeças das crianças, adolescentes, adultos de todas as faixas etárias, a curiosidade não tem idade.

A cada dia, a criatividade, é valorizada seja no campo das ciências exatas, das humanas, enfim, “acertar” encontrando as respostas certas, é o que conta. Nesse compasso, pessoas que construam as mudanças que o mundo precisa, são cada mais valorizadas e admiradas.

E, as escolas, como se situam nesse quadro? Logo nos primeiros dias de vida, inserimos as crianças em um sistema educacional “engessado”, que tenta convertê-las em adultos pensantes, mas nem tanto. O sistema educacional, teima em fazer dessas crianças aprendizes do tão decantado “consumismo”, e não criadores de conhecimento.

Escolas Exemplares
Fonte da imagem: MOBA School

Como assim dirão alguns? Muito simples: as crianças “consomem” livros indicados pelas escolas, aonde todos são iguais no conteúdo. Ao invés disso, deveriam fazer uma pesquisa para tentar saber quais os interesses reais dessas crianças, tais como: àqueles que demonstram talento para matemática, ampliar a gama de informações sobre essa matéria e, assim por diante.

Em decorrência dessa “filosofia” de estudos, muitos talentos se perdem e, adultos deixam suas “excelências” de lado para se tornarem simplesmente medianos, ou seja, um desperdício lamentável. As nossas crianças são colocadas em um ambiente ultrapassado, retrógrado, com a pretensão de que esse ambiente lhes proporcione uma educação de boa qualidade.

E, por essas razões, é que cabeças pensantes com mentalidade à frente do nosso tempo, veem esse modelo vigente como obsoleto e veem nele o causador de possíveis sequelas aos inúmeros anônimos talentos que passam por ele. Como observado pelo especialista em educação Ken Robinson, as escolas se tornaram “verdadeiras indústrias”.

Escolas Exemplares
Fonte da imagem: Wikipédia

Essa afirmação talvez seja muito contundente, mas nos faz pensar. As escolas agrupam os alunos em turmas, que são como um agrupamento de “soldadinhos”, uniformizados em uma rotina repetitiva e cansativa, nas quais profissionais especializados – os professores – desempenham seus papéis de maneira segmentada – cada qual ensinando o conteúdo específico que lhe cabe, mesmo que em verdade, todo o conhecimento esteja entrelaçado, e não dividido em disciplinas.

As estridentes sirenes praticamente “gritam”, para lembrar que é hora da aula chegar ao seu final, para que venha a próxima aula. Após anos e anos de repetições enfadonha desse ciclo, os estudantes, são rotulados como “formados”, o que indica que esse “conjunto” está pronto para entrar em ação, ou seja, acessar o mercado de trabalho, ao menos na prática.

É, mas infelizmente essa “historinha”, vai muito além. Ao lado dessa torturante rotina, algumas escolas (quero crer que hajam felizes exceções), se assemelham a “presídios”. Elas cerceiam a liberdade dos alunos, vejam bem, não estou dizendo que a disciplina, seja desnecessária. Todos têm hora para entrar, para ir para o pátio e hora para sair, tudo bem.
Porém, porque não deixar que haja uma certa flexibilidade nessa “tabela”? Por vezes, há de existir no meio de tantos alunos, algum ou até alguns, que queiram entrar mais tarde, em razão de praticar alguma atividade extra curricular, mas que esteja ligada aos estudos, como uma aula de “mandarim”, por que não?

Pode estar aí um futuro empresário, que tenha a visão de que o aprendizado desse idioma tão, digamos, incomum o possa levar a uma próspera parceria com nossos amigos chineses, povo de um país, com uma das economias que mais crescem a cada ano, por exemplo.

Existem inspetores que se comprazem em vigiar os alunos torcendo para que eles cometam alguma indisciplina que venha redundar em punições, advertências, suspensões e, em casos extremos, expulsões.

Para os de comportamento que ultrapassem os limites do respeito e da boa educação, antes de tudo, um bom diálogo entre eles, os pais e os orientadores pedagógicos, antes das punições, pode ser um bom caminho.

Escolas caminho Correto - Qual?
Fonte da imagem: Oxbridge Essays Blog

Certas medidas, fazem com que as escolas suprimam o desejo de aprender, ao invés de despertar a curiosidade e estimular a inteligência, peço licença para tomar emprestada a metáfora do grande educador Rubem Alves, que afirma:

“A maioria das escolas são gaiolas, quando na verdade, deveriam ser asas”.

As escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Os pássaros engaiolados, são àqueles que vivem sob controle. Os seres engaiolados sempre têm um dono e, como nós seres humanos, deixam de ser livres como devem ser, porque livres nascemos, e deixam de ser pássaros, porquanto separados de sua essência, que é o voo.

O ensinar o voo é inimaginável, o voo, já nasce dentro dos pássaros, como a liberdade faz parte do ser humano. Só devemos encorajar o voo, como devemos encorajar a liberdade de todo HOMEM e de sua imaginação, base de toda a criatividade, como bem ensinado pelo formidável professor Rubem Alves, merecedor de toda a minha admiração.

Entre as escolas de cinco décadas e as de hoje, muito pouca coisa mudou. O modus operandi que orienta o funcionamento de quase todas as escolas, é quase o mesmo há décadas. As imperceptíveis mudanças que acontecem não foram de caráter educacional, mas cultural.

Escolas caminho Correto - Qual?
Fonte da imagem: The Light Academy

Afora isso, as escolas em que muitos de nós estudamos, seguem o mesmo “plano piloto” das escolas que foram frequentadas pelos nossos antepassados, e são bem assim: salas de aula, lousas, cadernos e a já decantada relação: “o professor ensina e o aluno aprende”, mas será que aprende mesmo?

E, se focassem na habilidade de pensar, ao invés de fazê-lo na memória?

A tal “decoreba”, como se fosse uma receita pronta e acabada, ou seja, se fugir disso, não funciona. Os privilegiados por uma memória “fotográfica”, a princípio, estariam em vantagem na hora dos testes e provas.

Porém, não é bem assim: os alunos nesses testes e provas, são como verdadeiros robôs que se limitam a reproduzir o que leram ou ouviram, não lhes sendo cobrado grandes manobras de raciocínios mais refinados.

Por quê, ao invés disso, não são promovidos trabalhos que demandem pesquisas, estudos aprofundados de temas atuais, o mundo tem uma imensa riqueza de informações muito pouco divulgadas e insuspeitas novidades que poderiam surpreender e dar origem a soluções criativas para problemas que, a primeira vista são de insolúveis.

Alunos de uma Escola Americana
Fonte da imagem: HaltonParents

A maioria das escolas tem a péssima mania de achar que são donas da verdade. Explico: são de plano rechaçadas respostas que estejam longe daquelas tidas como assertivas únicas, que não admitem demais opções, qualquer resposta fora do círculo virtuoso dessas escolas, são consideradas “erradas”, sem chance de maiores indagações por parte do aluno talentoso.

Com isso, a inteligência acima da média fica quase despercebida, mas olhada como um verdadeiro “perigo” a solidez das instituições, e não é da sadia discussão, que se faz para a descoberta de novos caminhos, descobertas e até cura de muitas doenças?

Os aspectos, igualmente indesejáveis e que deveriam ser revistos, a meu sentido, são: a falta de conteúdos relevantes, em alguns casos e a padronização do ensino. As nossas escolas ensinam que a democracia surgiu na Grécia Antiga, mas são incapazes de despertarem nos alunos o olhar crítico para avaliar o cenário político com suas ideias ultrapassadas.

Neste caso, as escolas deveriam estimular os estudantes a buscar novos horizontes para recriarem soluções inovadoras e progressistas. As escolas ensinam o que são dígrafos e sujeitos desinenciais, mas são incapazes de ensinar como utilizar bem a linguagem na hora de se comunicarem com clareza e correção.

Tecnologia adequada aos Alunos

A padronização do ensino, da mesma forma que conteúdos irrelevantes, é um mal desnecessário que deveria ser banido da vida dos nossos estudantes. Alunos com interesses e capacidades distintas, são colocados na mesma sala.

Isso faz com que, se limite o desenvolvimento dos que têm mais facilidade, deixando de lado algo essencial: as dificuldades dos que têm necessidades especiais de uma forma a fazer com que se sintam mais amparados e seguros.

Alem do mais, as escolas conduzem o ensino sempre de forma idêntica, ignorando o fato de que cada um se adapta melhor a um determinado tipo de aprendizado, a saber: visual, auditivo, cenestésico, entre outros.

Tecnologia adequada aos Alunos
Fonte da imagem: UK Boarding Schools

E, por todos os aspectos aqui explanados, creio que estamos em um momento importantíssimo para que as escolas se reinventem, usem a criatividade, utilizando seus ensinamentos como fonte de estímulo, mostrando aos alunos um mundo mais real, mas não menos próspero, voltado para soluções reais, concretas, privilegiando os cérebros brilhantes e, entre eles temos muitas crianças, jovens, futuros universitários ou futuros talentosos técnicos.

O dia que essa transformação ocorrer, veremos como existem muitas pedras brutas, verdadeiros “diamantes”, que só precisam de um toque de mestre para se transformarem de uma maneira surpreendente, dando ao mundo uma preciosa contribuição com sua criatividade única, capaz de revolucionar a sociedade para um futuro bem melhor.

Para finalizar esse artigo com chave de ouro, deixo com vocês a citação de um homem, que deixou ao nosso mundo um grande legado, com suas ações e opiniões, esse homem é o Nelson Mandela:

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.

Sonia Maria

Meu nome é Sonia Maria, sou carioca, com muito orgulho, advogada, empresária. Nas horas vagas adoro ler bons livros, dançar, viajar, namorar. E sou uma pessoa bastante obstinada, sei ser paciente, aliás, a paciência, é fundamental para que não desistamos dos nossos objetivos.


  • Ótimas dicas… Recomendei este artigo para a minha diretoria (colegial) e, ela adorou… Em 2015, ela vai utilizar algumas ideias apresentadas neste site. Parabéns!

    • Sonia Maria Custodio

      Vicenzo, boa noite

      Ficamos felizes por sabermos que estamos contribuindo para o aperfeiçoamento do trabalho dos que nos acompanham. A propósito, você é professor?

      Abraços

      🙂 🙂 🙂

      • Sim! Sou professor de Filosofia e Geografia! 😉

        Obrigado!!

        • Sonia Maria Custodio

          Vicenzo, bom dia

          Seja muito bem vindo , cada vez mais , ao nosso blog caro professor! É, um imenso prazer em tê-lo como nosso leitor.

          Abraços
          🙂 🙂 🙂

  • Porque?

    Olá, vossa Sonia Maria, tudo certo?

    Porque: você escreveu esse post e está dando certo?
    Resposta: Porque você fez com carinho, respeito e admiriação pelos fatores respectivos de vossa sociedade “brasileira” e estrangeira .

    Grandioso abraço para ti e sua equipa blogger!
    Paulo.

    • Sonia Maria Custodio

      Paulo , boa tarde

      Posso assegurar que sempre escrevo com muita alegria e visando dar o meu melhor as
      pessoas que me leem. Fico feliz que você tenha a sensibilidade para sentir essa verdade.

      Abraços
      🙂 🙂 🙂

  • Sensacional! Esse post merecia um troféu. Vc escreveu mt bem, parabéns… Ganhou meu respeito e admiração!

    • Sonia Maria Custodio

      Carlo Magno, boa tarde

      Obrigada , me sinto muito gratificada pela maneira como você vê o meu trabalho.

      Abraços
      :):):)

  • Genial! Meu amigo compartilhou esse artigo e, para minha surpresa, é perfeito! Nunca tinha lido nada tão verdadeiro e divertido de se ler! Você é demais Sonia Maria! 😀

    • Sonia Maria Custodio

      Marília, boa tarde

      O artigo traduz de forma sincera, a forma como vejo a condução do ensino, pois, para transmitir conhecimento, há que se ter de tudo um pouco, inclusive leveza e alegria.

      Abraços
      🙂 🙂 🙂

  • Este post estás perfeito de acordo com su equipa. Continue assim!

    • Sonia Maria Custodio

      Mauro Sérgio, boa tarde

      Obrigada em meu nome e, no da minha equipe.

      Abraços
      🙂 🙂 🙂

  • Quem edita teu blog, seu filho? Ele tem talento,pois está fantástico!!! Só estou sentindo falta de mais artigos…

    Valeu! <)3

    • Sonia Maria Custodio

      Pablo, boa tarde

      O blog é editado pelo meu filho. E, também o acho bastante talentoso. Quanto a um maior número de artigos, vou voltar a escrevê-los com maior frequência.

      Abraços
      🙂 🙂 🙂

  • De sonia, para Sonia.

    Tenho o MAIOR RESPEITO por você e esse post, está digno de uma página inteira do melhor jornal do Brasil. Sem dúvidas, está perfeito! Agora, estou sentindo “saudade” dos podcasts, quando você vai gravar uma nova edição! Abraço para você, de sua maior fã bloguística!

    • Sonia Maria Custodio

      Sonia, boa tarde (de Sonia para Sonia)

      Apesar de não conhecê-la , também a respeito pela forma inteligente como abordou
      a maneira de ver o meu trabalho.

      Grande e carinhoso abraço
      🙂 🙂 🙂

  • Muito bom o artigo, pelo qual se retrata nitidamente a situação atual das escolas e, por sua vez, os quesitos que precisam ser revistos novamente para, por fim, proporcionar um ensino cada vez mais eficaz e produtivo!

    Grande abraço! 🙂

    • Sonia Maria Custodio

      Juan, boa tarde
      Infelizmente, as nossas escolas, em sua maioria estão muito aquém do desejável.
      Abraços