Insight #04: A perda de valores e Autoestima

O tema, me foi sugerido por uma pessoa que acompanha os artigos e que cultiva sentimentos, tido por muitos como algo “meio inútil” nesse mundo de tanta modernidade. Como gosto de cultivar ensinamentos recebidos desde a minha infância, e transitar por esse “universo” de sentimentos preteridos por muitos, aceitei a tarefa, e agradeço ao querido leitor pela sugestão.

Perda de valores e da Autoestima
Imagem/Reprodução: Psychologies

Na minha concepção, os dois sentimentos caminham juntos, embora à primeira vista, possa parecer que não. A autoestima, como se sabe, é a forma como cada um de nós nos sentimos e vemos mais internamente, e não como os outros nos veem ou queremos que nos vejam. E aquela velha história, é cada um consigo mesmo, sozinho, quieto, se auto analisando: quem sou de verdade, em que ponto vou encontrar um caminho que faça sentir feliz, como vou me conduzir para meus sonhos, meu trabalho que quero ver reconhecido e bem remunerado?

Por outro lado, a “análise interna“, pode nos levar a indagações tipo: por quê alguns chegam aonde querem e eu não, trabalho tanto e não consigo chegar ao topo, luto dia e noite, mas os resultados não são compensadores, me dá vontade de largar tudo e sumir no mundo (essa vontade, algum dia sentimos, por mais que neguemos), olho no espelho e não gosto da imagem que ele me devolve.

Perda de valores e da Autoestima
Imagem/Reprodução: Psychologies

E é, exatamente nessa hora que a perda de valores se encontra com a da autoestima. Pode não ser uma visão das mais simples, nem ser aceita em um mundo em que, a maioria, vê como supérfluo valores que a meu ver, servem para nos dar um norte que vai servir como “alicerce” para que não percamos a nossa autoestima.

Entretanto, mesmo assim vou tentar explicar: na “fileira” de valores tidos como primordiais para um caráter ser considerado honrado, temos sentimentos que aprendemos desde a mais tenra idade, tais como – respeito ao próximo, aos pais, professores, família, amor, solidariedade, gratidão – mas ao contrário senso – não precisamos ser “gênios”, para saber que – desonestidade, inveja, ódio, raiva e ressentimento, ganância, não nos fazem um exemplo a ser seguido.

Perda de valores e da Autoestima
Imagem/Reprodução: PIXNIO

Ao nos afastarmos dos bons valores, começamos igualmente a nos distanciarmos do núcleo social onde tais valores não são apenas cultivados como também transmitem, a sociedade, a mensagem de que somos alguém merecedores de confiança e admiração. Pessoas confiáveis e admiráveis, tem muito mais chance de serem bem sucedidas tanto no pessoal, quanto no profissional e quem recebe o “selo de qualidade” não tem como ser preso na armadilha da baixa autoestima.

Podem reparar, pessoas que perdem a autoestima, são infelizes, invejosas, ressentidas, culpam os outros pela sua infelicidade, detestam ser criticadas, atraem para o ambiente em que vivem conflitos, porque são dotadas de um “super poder” de julgar a tudo e a todos, são capazes até de inventar problemas onde não existem, pelo puro prazer de arranjar confusão, são perigosíssimas. Um conselho: fuja desse tipo de pessoas sempre que puderem, se não puderem, entreguem a DEUS.

Perda de valores e da Autoestima
Imagem/Reprodução: Dixie Blueprint Services

Claro está que não devemos, pecar contra nós mesmos, vivendo em função da opinião alheia, pois, somos seres únicos. O ponto de convergência, da perda de valores e da autoestima, é que a avaliação interna (a nossa), ao final do caminho, encontra com a nossa consciência que nos indica estarmos na direção errada, justamente pela perda de valores, o que pode ser até pior do que do que a perda do “vil metal”, para os que o cultuam como a coisa mais importante do mundo, só que não.

Sonia Maria

Meu nome é Sonia Maria, sou carioca, com muito orgulho, advogada, empresária. Nas horas vagas adoro ler bons livros, dançar, viajar, namorar. E sou uma pessoa bastante obstinada, sei ser paciente, aliás, a paciência, é fundamental para que não desistamos dos nossos objetivos.