Filhos: sempre o melhor de nós

Ora, ora, em um mundo onde há uma forte tendência em se “terceirizar” quase tudo, em especial, no nosso amado país, vem se desenhando a cada dia um tipo de terceirização que, a meu sentido, é algo inconcebível: a dos filhos! Senão vejamos: em várias ocasiões, e nos mais diversos lugares e horários, o que se vê são crianças desde a mais tenra idade ou até adolescentes, sendo cuidados e/ou assistidos por babás, empregadas domésticas, motoristas (desde logo deixo claro que respeito e admiro todas esses profissionais).

Cuidados com nossos Filhos
Imagem/Reprodução: Whole Kids

O tê-los cuidando dos filhos, quando ausentes, é natural em uma sociedade na qual o tempo, por força do trabalho exige que os pais não possam se fazer tão presentes no dia a dia. É a ausência exagerada, o ser omisso, delegando até as escolas, a educação e orientação dos filhos, algo perigoso. O saber ser mãe, esposa, profissional e/ou pai, marido e profissional, não é tarefa das mais fáceis, mas quem quer ter filhos tem que saber priorizá-los.

O educar dá trabalho, entretanto, se quisermos formar cidadãos conscientes, afetivamente bem resolvidos e felizes, mister se faz saber que filhos não pediram para nascer, vieram ao mundo pela vontade de quem resolveu que queria tê-los.

Todos sabemos que, o tempo, consegue “crescer” se nós soubermos nos desdobrar em quantos formos necessários, cabendo colocar no topo da lista de prioridades, os filhos. A ausência dos pais, cria uma enorme carência afetiva e até mesmo se reflete no campo físico, podendo gerar uma série de doenças decorrentes do sentimento de abandono, conforme relatado pelo pediatra José Martins Filho.

Atenção aos nossos Filhos
Imagem/Reprodução: Whole Kids

É justamente a presença dos pais, que serve para criar e fortalecer os laços afetivos que são fundamentais para a formação de cada pessoa. O laços de amor, servem como incentivo para que as crianças se sintam felizes e crianças amadas e felizes, certamente se tornarão adultos amados e felizes e esse sentimento, servirá para torná-los cidadãos de verdade, com a consciência de compartilhar o melhor de si tanto na vida pessoal quanto na profissional.

Por mais que sejamos atarefados, nada nos impede de reservarmos algumas horas dos nossos dias para darmos atenção aos nossos filhos. Por exemplo: levá-los ao médico, dentista, para fazer compras, um cinema e/ou teatro, ou seja, dividindo o tempo ao invés de delegar a terceiros um direito que é nosso, o de fazermos dos filhos nossos grandes e queridos companheiros. E, quantas vezes já presenciei pais dizendo: “Ah! contratamos uma folguista para ficar com as crianças no fim de semana para podermos passear e descansar”. Por favor, me tirem uma dúvida, essas pessoas colocaram os filhos no mundo para criá-los e amá-los, ou foi apenas para se dizerem capazes de “reproduzir”!

Família Feliz com Filhos
Imagem/Reprodução: Aha Parenting

Os meus pais, sempre trabalharam muito e querem saber de uma coisa: eles me contaram que, quando eu nasci, fizeram um acordo de que só iriam aos lugares aonde pudessem me levar, nos momentos de folga ou nos finais de semana. Detalhe: de segunda a sexta-feira, ficava com a babá, mas à noite após chegarem do trabalho, não havia nada nem ninguém que os fizessem ficar longe de mim.

O finais de semana, eram sagrados, pertenciam a filha e pronto! E olha que os dois, adoravam passear, cinema, teatro, dançar, praia, pescar, andar de barco. E, durante alguns anos deixaram de fazer muitas dessas coisas, porque para eles a melhor de todas as curtições era ficar comigo, até hoje vejo como isso foi importante na minha formação, como pessoa e profissional.

O tempo dedicado aos filhos, só poderá ser entendido como sacrifício para os que não entendem a máxima de que,serem pais é um ato de amor, é uma arte para quem pode e não só para quem quer. A responsabilidade é imensa, mas olhar para um filho e saber que ele é fruto de um amor incomensurável, é algo que compensa seja o que for.

Atenção e Cuidados com nossos Filhos
Imagem/Reprodução: Kelowna Childcare Society

Pais e filhos, tem que ser uma troca, um prazer sem limites, mesmo que não seja seu filho biológico, que seja o filho do coração, e posso falar com propriedade, pois, tenho um filho não biológico e que se tornou meu grande amigo, companheiro, um amor e que está sempre ao meu lado, me apoiando, me ouvindo e até me dando um “puxões de orelha”, quando necessário. Nem sempre concordamos com tudo o que nossos filhos pensam, querem ou fazem, da mesma forma que às vezes acontece que eles não comungam das nossas ideias. O amor, não impede que hajam momentos de uma restrição ou muxoxo de parte a parte, ainda mais com a distância entre as gerações.

Porém, jamais devemos permitir que a nossa ausência seja tão sentida, a ponto dos filhos se acostumarem com a ela, e por uma dessas ironias do destino, serem “adotados” pelos outros, correndo o risco dessa “adoção”, tornar-se um verdadeiro e desastroso caminho sem volta até para àquelas companhias das estradas “tortas” da vida.

Sonia Maria

Meu nome é Sonia Maria, sou carioca, com muito orgulho, advogada, empresária. Nas horas vagas adoro ler bons livros, dançar, viajar, namorar. E sou uma pessoa bastante obstinada, sei ser paciente, aliás, a paciência, é fundamental para que não desistamos dos nossos objetivos.