Vamos falar sobre Copa do Mundo?

Domingo, dia de descansar, curtir, namorar, passear com a família, certo? Sim, como gosto muito de adrenalina, resolvi me “cutucar” e, a todos os que gostam de uma boa polêmica, com um tema que se tornou “explosivo” para a maioria dos brasileiros. Vamos lá: por quê, esse evento esportivo, antes tanto desejado, lembram?, pois, quando da escolha do País para sediá-lo, quase nos “engalfinhamos”, com os demais países, querendo que a Copa, fosse Nossa!

Sejamos mais racionais e também menos passionais. Se não estou enganada, durante longos anos (64) não tivemos um evento de tal magnitude no Brasil. Na minha humilde visão, tal interregno de tempo, daria para os vários governos (municipal, estadual e federal), terem construído uma vasta e eficiente rede hospitalar dotada de quadros administrativo e clínico de padrão tipo “País padrão várias FIFAS“, escolas com tecnologia de ponta, com professores altamente qualificados.

Em ambos os casos, implícito está, profissionais respeitados e bem remunerados. A segurança pública, utilizando o conceito polícia inteligente e não beligerante, bem paga, muito bem preparada, transporte público de qualidade não só para nós comuns mortais, mas também pelos políticos, os quais, ao invés de utilizarem uma frota de veículos particulares, bancadas com nosso “rico dinheirinho”, (os impostos estão aí e não me deixam mentir), usariam, ônibus, metrô, trem.

Por não usarem transporte de massa, eles, pouco se importam com a qualidade do serviço, pois bem, deveríamos reivindicar que os políticos passassem de meros expectadores, a atores, utilizando todo tipo de serviço público, para fazer valer o artigo 5º da CF, que preceitua sermos “todos iguais”.

E, aonde foi parar a tal igualdade? É só uma falácia. Então, como culparmos a Copa, a FIFA e, até mesmo protestar contra nossos jogadores, se ao longo de todos esses anos, permitimos que, os nossos pseudos representantes, nos tratassem com o padrão FIFA, ditado por deles: para nós tudo, para o povo, o que eles conseguirem “agarrar”, como dizia Justo Veríssimo, personagem criado pelo Mestre Chico Anísio: “Quero que o povo se exploda”.

A Copa, ao invés de despertar em nós, o desejo de quebrar, gritar, espantar os turistas (são pessoas como nós) querem conhecer o país, geram divisas para a economia. Vamos aproveitar, para exercer a nossa hospitalidade com eles. O evento, deve servir de Alerta, para despertar nossa coragem, para cobrar dos governantes, sempre e sempre, o uso de nossos impostos, na geração de tudo a que temos direito, com qualidade: saúde, educação, habitação, transporte público, uma justiça ágil e eficiente, tecnologia, segurança, emprego.

Também empresas e empresários, gerando mais empregos (e não esmola de Bolsa, que Bolsa que “nada”), maior qualificação para gerar salários decentes e riquezas, tanto para nossos jovens, quanto para todos que querem fazer parte de uma sociedade mais justa. Cobrar, de forma efetiva, a prestação de contas da destinação das verbas arrecadas (afinal o dinheiro é nosso) .

Conclamo a todos, a começar uma Campanha Padrão Brasil, um País, digno para todos brasileiros e, a FIFA, se soubermos reescrever a nossa história, será para nós, o que realmente é, uma entidade esportiva que mexeu com o brio dos brasileiros para nos lembrar que uma raça vale mais do que mil entidades. E vamos ganhar essa COPA, porque a casa é nossa, eles (FIFA), são apenas convidados!

Sonia Maria

Meu nome é Sonia Maria, sou carioca, com muito orgulho, advogada, empresária. Nas horas vagas adoro ler bons livros, dançar, viajar, namorar. E sou uma pessoa bastante obstinada, sei ser paciente, aliás, a paciência, é fundamental para que não desistamos dos nossos objetivos.