#MudaBrasil #LavaJato #SérgioMoro

Olha, quando penso que já vi de tudo, descubro que ainda não vi nada. Ficar estarrecida, é pouco, porque a cada dia que passa, mais uma notícia bombástica me deixa, literalmente, de queixo caído! Quando tínhamos a leve esperança de que, o país, estaria se recuperando com o possível crescimento da economia, as empresas começando a contratar, a nossa imagem melhorando aos olhos do mundo, a volta dos investimentos, uma maior consciência dos homens públicos.

Reflexão dos Altos Impostos do Brasil
Imagem/Reprodução: AgraNet

Além disso, a esperança de punição para os crimes de corrupção (LAVA JATO) sob a égide do juiz Sérgio Moro, e de muitos outros juízes, Ministério Público com seus procuradores incansáveis, polícia federal atuante, se multiplicando para dar “conta” de tantas outras “operações“. Haja fôlego, para cumprir tantos mandados, ordem de prisão coercitiva, busca e apreensão, mas ….., tem sempre um mas na história. E, aí somos apresentados a um novo capítulo dessa novela, onde só mudam alguns personagens, o “enredo“, consegue ficar bem pior, e sem previsão de um “final feliz“.

Sempre procurei ser otimista, despida de preconceito, buscando ter uma visão crítica das pessoas e dos fatos, sem julgar. Entretanto, desta vez, não dá!!! Ser apartidária, não significa ser alienada, até porque queiramos ou não, fazemos política todos os dias. Jamais tive arrebatamento por partidos políticos, são 35 (trinta e cinco), a quantidade, não significa qualidade. É cada um querendo tirar proveito da situação em benefício próprio.

É aquela máxima, nada é tão ruim que não possa piorar: vimos a cores e ao vivo, o presidente Michel Temer, em uma gravação na qual assistimos a um diálogo entre ele e o empresário Joesley Batista, mencionando quão importante é cuidar da família de um político, – o ex deputado Eduardo Cunha – preso, mas “feliz”, ou seja, o dinheiro compra qualquer coisa: mansões, carrões, viagens, obras de arte, a consciência e, até a “felicidade“.

O BNDES, criado pela lei nº 1.628, de 20 de junho de 1952, tinha como finalidade, financiar investimentos em infraestrutura, pequenas, médias empresas e o setor agropecuário, ou seja, alavancar a economia para benefício de todos os brasileiros. Veja o gráfico abaixo:

Reflexão dos Altos Impostos do Brasil
Imagem/Reprodução: BNDES

Agora, esse mesmo banco serve como “ponte” para ligar empresários desonestos, a políticos idem, impulsionando suas empresas a um patamar gigantesco, como no caso da JBS. Crescer dessa maneira, é fácil, quero ver crescer de forma tão gigantesca, somente às custas de muito trabalho, vencendo obstáculos, tais como: uma carga tributária pesadíssima, sem qualquer incentivo fiscal que beneficie setores da economia indispensáveis a geração de empregos, como o de serviços. Por quê as PMEs (pequenas e médias empresas), deixaram de contar com uma liberação maior de financiamentos do BNDES, para que esses fossem “transferidos” para a sustentação de grandes conglomerados econômicos?

Entretanto, quero deixar bem claro: não comungo com a visão dos esquerdistas radicais, que acusam as grandes empresas e seus dirigentes, de que sejam os grandes “culpados” pela situação do país, não gosto de radicalismos, ter uma visão radical, é muito perigoso. Vejo como o melhor caminho, o do equilíbrio, sem generalizar. Discordo dos que afirmam que todo empresário é explorador, todos os brasileiros são desonestos, e até me atrevo, mesmo correndo o risco de passar por ingênua, a acreditar que existam alguns (poucos) políticos honestos.

A minha incredulidade e creio que, da maioria dos brasileiros, é o fato de que mesmo em meio a tantas delações, tanta gente presa, com tanta notícia ruim: desemprego, servidores públicos sem receber salário, saúde e educação esfaceladas, segurança precária, milhões e bilhões roubados com tamanha desenvoltura, como se fossem centavos, não se intimidaram e continuaram a praticar toda a sorte de “manobras” para se perpetuarem no poder. O “poder”, que lhes confere o direito de se apropriarem de uma nação inteira.

Alegria dos Brasileiros - Joy of Brazilians
Imagem/Reprodução: Manoel de Brito

Pergunta que não quer calar: e agora, fazer o que? A situação, nos deve levar a uma reflexão responsável: chegamos a esse impasse, porque também não fizemos o “dever de casa” e optamos por continuarmos com aquela velha “filosofia“, o famoso jeitinho brasileiro, que nos levou a esse “caos“. Para exigir mudanças, primeiro temos que mudar: deixar de achar natural avançar sinal, dirigir sob efeito de substâncias ilícitas, desrespeitar os outros, passar propina para os entes públicos, furar fila, burlar concursos públicos. Enfim, querer levar vantagem em tudo e por tudo. Vamos cobrar mudanças, não nos deixando levar por falsas promessas, tudo que vem fácil, vai mais fácil ainda. No Domingo, em uma banca de jornal, ouvi de um professor que ministra aula em uma escola pública em São João de Meriti: “o nosso pior analfabetismo, é o político”, triste constatação.

Solução mágica, não existe e há uma longa estrada a percorrer. O tamanho do “rombo” nos cofres públicos, ainda é uma incógnita, tomara que as “surpresas” parem por aí. Ao final de toda essa confusão, como será o futuro do Brasil? Afastamento do presidente, eleições indiretas ou diretas? E quem poderá conduzir os destinos da nação, com a honestidade e comprometimento para “virar o jogo” e ser nosso parceiro em uma nova direção? Tomara que saibamos o rumo certo a percorrer, creio que ainda há tempo de nos recuperarmos e recuperar o país. Acredito que viemos até aqui e não podemos retroceder. Para isso, é fundamental o apoio de todo o cidadão de bem, para que as investigações continuem, com a punição dos culpados independentemente de cargo, posição, bem como a devolução do dinheiro “rapinado” por uma gigantesca quadrilha que tomou conta do cenário nacional. E que todo esse horror pelo qual estamos passando, nos sirva de lição para que não aceitemos de volta ao poder os algozes do passado, nem do presente, travestidos de bom moços, com seus “benefícios sociais”, que na maioria dos casos são utilizados como moeda de troca, passando a ideia de que mantê-los no poder, é o melhor caminho para uma vida digna e feliz.

Esperança do nosso amado Brasil
Imagem/Reprodução: Garotas Direitas

Vou aqui deixar uma verdadeira mensagem do que penso e sinto, mesmo com todo esse “furação“: o Brasil, é um país abençoado por DEUS, e por isso acredito, que se nos unirmos, nos desfizermos da pesada bagagem do egoísmo, pensarmos mais uns nos outros e dermos às mãos, sairemos dessa crise mais fortalecidos e nos tornaremos uma grande nação, onde todos poderemos dizer, sem medo de errar: “sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”. O país agradece de todo coração.

Sonia Maria

Meu nome é Sonia Maria, sou carioca, com muito orgulho, advogada, empresária. Nas horas vagas adoro ler bons livros, dançar, viajar, namorar. E sou uma pessoa bastante obstinada, sei ser paciente, aliás, a paciência, é fundamental para que não desistamos dos nossos objetivos.