Ebola, o mal que apavora o Mundo

No oeste da África, está ocorrendo uma epidemia, que está chamando a atenção de todo o mundo e provocando a mobilização de pessoas dos mais variados segmentos da sociedade: trata-se do vírus Ebola, identificado em 1976. Essa febre é hemorrágica e o vírus, é um dos mais devastadores de que se tem notícia.

A época em que foi identificado, o vírus, matou mais de 2.400 pessoas dos 4.784 casos detectados, segundo o último registro da OMS. O índice de mortalidade, é assustador: até 90% dos infectados e, o que é pior, não há vacina disponível para ser aplicada na população e, nem mesmo cura.

O primeiro registro dessa doença, tão terrível, foi em Yambuku, uma aldeia na República Democrática do Congo, às margens do Rio Ebola. Desde seu aparecimento, já ocorreram mais de 20 surtos da doença em países da África Central e Ocidental.

No Brasil, felizmente, não tem-se conhecimento de casos suspeitos desse vírus, consoante o Ministério da Saúde. Os serviços do setor de saúde do país estão em alerta visando identificar possíveis pacientes que possam ter tido contato com o vírus

Por outro lado, a OMS, já estuda (e, não é sem tempo), a fabricação de oito medicamentos e duas vacinas para tratar a doença. Entretanto, enquanto os estudos não se transformam em uma efetiva e, espero, eficiente realidade, a febre se alastra em uma velocidade além das expectativas mais pessimistas. Vamos torcer e acreditar em uma solução rápida, distanciada dos entraves burocráticos, que costumam contribuir para postergar as medidas salvadoras.

A imprensa noticiou em boa hora, que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciaria como de fato o fez, o envio de 3 mil militares americanos à África ocidental para ações de combate ao vírus ebola. Os esforços, se concentrarão na Libéria, um dos três países mais afetados, junto à Guiné e Serra Leoa. O centro de comando da operação, ficará sediado em Monróvia.

Porém, há um problema muito grave que contribui para que se acelere o crescimento da epidemia, pois, em decorrência de certos hábitos cultivados, tais como, lavar os cadáveres antes de enterrá-los, o contágio se torna muito mais rápido. Esta prática, concorre para que haja um contato capaz de transmitir o vírus.

A OMS, declarou que tais práticas culturais, são um grande “aliado” dessa epidemia. E, outro fato que ensejou que a epidemia se tornasse internacional: o movimento incessante, de pessoas através das fronteiras de Guiné, Libéria e Serra Leoa.

A nós, simples mortais, resta torcer para que as intervenções anunciadas, como a ajuda do governo americano, a fabricação de novos medicamentos e vacinas, bem como a abnegação dos profissionais da saúde, possam deter e minimizar os efeitos desse verdadeiro desastre.

A prevenção, nos países não alcançados pela epidemia, deve ser tão agressiva (no bom sentido), quanto o vírus, sem paliativos, pois, o inimigo, é cruel e qualquer descuido pode transformar essa longa batalha, em uma guerra perdida.

Sonia Maria

Meu nome é Sonia Maria, sou carioca, com muito orgulho, advogada, empresária. Nas horas vagas adoro ler bons livros, dançar, viajar, namorar. E sou uma pessoa bastante obstinada, sei ser paciente, aliás, a paciência, é fundamental para que não desistamos dos nossos objetivos.