E você, corre por quem?

Tudo na vida, tem ou deveria ter, uma motivação para alcançar um objetivo: uns por dinheiro, outros por querer alcançar a fama, sucesso na carreira, empreender e gerar empregos, alguns por se realizar afetivamente, casando, tendo filhos, mas existem pessoas que, o lhes move, é a simples “ambição” de querer ajudar o próximo.

Os que acompanham através dos noticiários situações extraordinárias, devem conhecer a história de um corredor brasileiro chamado Márcio Villar, ultramaratonista, que corre tendo como motivação algo digno de ser “copiado“, ou seja, ajudar as pessoas.

Em seu último desafio, ele bateu o recorde mundial de 820 km do Caminho de Santiago de Compostela realizado em 6 dias, 11 horas e 2 minutos, tudo para ajudar ao Projeto Juquinha no Pará que atende crianças e adolescentes, portadores de necessidades especiais . e as em tratamento de câncer na Casa Ronald McDonald. A maioria das crianças vem de famílias carentes e muitas delas desestruturadas por razões econômicas, sociais e culturais.

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Imagem/Reprodução: CERS

Em um de seus desafios, ele correu 100km em torno da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, visando arrecadar doações para o IncaVoluntário, Asilo do Lar Pedro Richard, Suípa e tênis para crianças carentes.

Todos esses “feitos“, seriam lugar comum não fosse o seu histórico médico: diagnosticado com arterite temporal juvenil, por causa dos efeitos colaterais do remédio, para a doença autoimune, ter passado por uma cirurgia na cabeça do fêmur direito, o que não o impediu de retornar às provas e ter participado da primeira etapa do Rei e Rainha do Mar, entre Leblon e Arpoador.

Márcio trabalha de segunda à sexta-feira, como analista de sistemas das 7h30 às 17h30 em uma construtora na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Podemos fazer um paralelo entre o seu trabalho “burocrático” e, o que ele desenvolve creio eu como àquele que lhe dá mais prazer. É um sentimento da vida que vale a pena ser vivida, pois, o faz, pelo simples prazer de ajudar, e praticar a arte de se doar ao próximo, mostrando que não viemos ao mundo à passeio.

Bem diante desse roteiro de vida tão valioso, quanto motivador, lhes pergunto: por quem vocês correm? E aqui, a corrida é apenas um simbologismo, de algo que serve como mola propulsora para dar sentido a vida, colorir nossos momentos não só por nós mesmos, mas também pelo outro.

Se cada um de nós usarmos os nossos talentos para tornar o nosso mundo mais bonito, mais alegre, combatendo a nossa propensão em calar diante das injustiças, do abandono dos mais carentes, em especial, as crianças e idosos, os primeiros, por serem a esperança de uma sociedade mais próspera quando alicerçada na educação de qualidade e, os segundos, por terem um histórico de luta de vida e exemplos de vitórias baseadas na presistência, saberemos por quem devemos correr, para que sejamos os possuidores de um dos melhores troféus que conheço, o da solidariedade, esculpido no sentimento do amor universal.

Sociedade que se preze, não deve nem pode ficar fechada em seu pequeno “mundinho“, acredito que fomos concebidos para nos tornarmos seres produtivos, fazermos a diferença, quanto mais natureza preservada, meio ambiente bem cuidado, pessoas unidas em torno de projetos que nos enriqueçam afetiva, espiritual e porque não dizer, profissional e financeiramente, a riqueza, fruto de um trabalho desenvolvido com empenho, talento e amor (amar o que se faz é tudo de bom) traz crescimento para todos, mesmo que pareça uma utopia, não o é.

E, correr atrás de um amor, podem crer, se for verdadeiramente amor e não paixão, não cansa, só dá alegria e muito prazer, mesmo com suas imperfeições.

Sonia Maria

Meu nome é Sonia Maria, sou carioca, com muito orgulho, advogada, empresária. Nas horas vagas adoro ler bons livros, dançar, viajar, namorar. E sou uma pessoa bastante obstinada, sei ser paciente, aliás, a paciência, é fundamental para que não desistamos dos nossos objetivos.