Os bons caminhos do investidor

Investir, mas diante de um imenso “leque” de opções, qual a melhor escolha? Ações, ouro, ou mercado de criptomoedas. Na prática, a bolsa de valores, representa um universo de renda variável, e pode apresentar mais riscos do os demais tipos de investimentos. Entretanto, mesmo que muitos analistas a vejam como um investimento com rentabilidade pouco atraente, ainda e um dos produtos financeiros mais populares. Quando tinhamos taxas de juros de dois digitos, era comum o CDI, bater o índice Bovespa.

Ações, Fiis, Ouro, ou Criptomoedas

Na prática, a bolsa de valores, representa um universo de renda variável, e pode apresentar os mesmos riscos dos demais tipos de investimentos. Entretanto, mesmo que muitos analistas a vejam como um investimento com rentabilidade pouco atraente, ainda é um dos produtos financeiros mais populares. Quando tínhamos taxas de juros de dois dígitos, era comum o CDI, bater o índice Bovespa.

Investir em Ações?

Com a taxa Selic em baixa (principal indexador da renda fixa junto com o CDI), os investidores começaram a buscar novas alternativas no mercado. Nos Estados Unidos, é cultural, cerca de 55% dos norte-americanos, investiam na Bolsa de Valores.

Tchau 2020, e assim o ano terminou, e com ele a angústia de milhares de investidores que passaram por um pesadelo no início de março, onde o mercado perdeu seu ímpeto positivo por conta da pandemia do coronavírus e despencou 30%, a maior queda mensal registrado desde 1988.

Pressionado pelas preocupações com o avanço da doença no Brasil e no mundo, o IBOVESPA ampliou as perdas e acumulou desvalorização de 45% no dia 23 de março, quando fechou o dia aos 63.569,62 pontos. Apesar da forte queda, o índice recuperou o patamar dos 80 mil pontos no mês seguinte e seguiu em trajetória de crescimento desde então.

Porém a recuperação da bolsa no ano foi notável e surpreendeu os investidores. Muitos acreditavam que o índice encerraria o ano no campo negativo, já que a pandemia se estendeu por mais tempo do que o esperado e houve uma grande fuga de capital estrangeiro. Entretanto, alguns fatos mundiais, ajudaram de forma positiva. E, entre eles, o resultado das eleições presidenciais nos Estados Unidos, com a vitória de Joe Biden, os resultados positivos sobre a eficácia das vacinas contra a COVID-19 trouxeram o otimismo de volta, impulsionando o mercado.

Também no ano, 2020 surpreendeu pelo número de IPOs – ofertas iniciais de ações na Bolsa. Foram 27 aberturas de capital de companhias de variados setores e há uma fila com dezenas de empresas com propostas de ofertas sendo analisadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Veja a lista das empresas que já fizeram IPO em 2020 e quanto elas captaram: 

  • Neogrid (fabricante de softwares): R$ 486,45 milhões
  • Rede D’or (rede de hospitais): R$ 11,4 bilhões
  • Estapar (empresa de estacionamentos):  R$ 345,3 milhões
  • Aura Minerals (fabricante de ouro): R$ 790 milhões
  • Ambipar (empresa de gestão ambiental): R$ 1,08 bilhão
  • Grupo Soma (varejista de moda): R$ 1,82 milhões
  • d1000 (rede de farmácias): R$ 400,2 milhões
  • Pague Menos (rede de farmácias): R$ 858,9 milhões
  • Quero-Quero (varejista de material de construção): R$ 1,94 bilhão
  • Priner (serviços de engenharia industrial): R$ 200 milhões
  • Mitre Realty (incorporadora): R$ 1,02 bilhão
  • Moura Dubeux (incorporadora): R$ 1,25 bilhão
  • Lavvi (incorporadora): R$ 1,16 bilhão
  • Locaweb (empresa de hospedagem de sites): R$ 1 bilhão
  • Petz (pet shop): R$ 3 bilhões
  • Plano e Plano (incorporadora): R$ 633,4 milhões
  • Melnick (incorporadora): R$ 647,8 milhões
  • Hidrovias: R$ 3 bilhões
  • Cury (incorporadora): R$ 977,5 milhões
  • Boa Vista (serviços financeiros): R$ 2,21 bilhões
  • Sequoia: R$ 905,8 milhões
  • Grupo Mateus (alimentos): R$ 4,6 bilhões
  • Track & Field (vestuário): R$ 454,7 mihlões
  • 3R: R$ 690 milhões
  • Aeris (pás eólicas): R$ 1,1 bilhão
  • Méliuz: R$ 583,4 milhões
  • Enjoei (brechó online): R$ 1,1 bilhão

Os principais destaques para o período são:

CSN (CSNA3) (385,34%)PetroRio (PRIO3) (367,51%), GOL (GOLL4) (289,75%)Via Varejo (VVAR3) (285,94%), Usiminas (USIM5) (267,55%), BTG Pactual (BPAC11) (240,33%)Magazine Luiza (MGLU3) (226,39%), CVC (CVCB3) (205,31%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4) (184,25%) e Azul (AZUL4) (179,48%). Entretanto, nem tudo foi notícia boa, mesmo com a recuperação do Ibovespa desde o seu pior momento na crise, nem todas as ações conseguiram acompanhar a mesma trajetória.

Completam a lista dos 10 piores desempenhos:

Telefônica Brasil (VIVT3) (2,97%)Pão de Açúcar (PCAR3) (3,12%), Cogna (COGN3) (7,51%)Raia Drogasil (RADL3) (9,90%)Rumo (RAIL3) (10,80%)IRB Brasil (IRBR3) (13,99%), Tim (TIMS3) (18,63%) e Embraer (EMBR3) (19,77%).

No final das contas, o ano de 2020, o Ibovespa teve alta de 2,92%, aos 119.017,24 pontos. O patamar mais alto do índice foi no dia 23 de janeiro, aos 119.527,63 pontos. O resultado crava o fim das perdas vistas ao longo do ano.

Antes de começar a investir, o importante é ter um planejamento financeiro.

Investir em FIIs?

Conhecer os tipos de fundos imobiliários (FIIs) à disposição dos investidores é o primeiro passo para quem deseja investir nesse setor. Criados para quem deseja se expor ao mercado imobiliário e receber uma renda passiva sem necessariamente comprar um imóvel, os fundos imobiliários estão se popularizando no Brasil.

Para ter uma ideia da popularização desse segmento, no segundo semestre de 2020, já há mais de 1 milhão de CPFs com cotas de FIIs em dados atualizado. Essa popularização quase exponencial é explicada, em parte, pela queda da taxa básica de juros, a Selic, que obriga os investidores a tomar mais risco, em busca de retornos mais atraentes na renda variável.

Tipos de Fundos Imobiliários:

Existe uma grande variedade de FIIs no mercado brasileiro. Listamos aqui seus tipos e detalharemos quais as características e peculiaridades de cada um.

  • FIIs de Shoppings
  • FIIs de Lajes Corporativas
  • FIIs de Galpões Logísticos
  • FIIs de Hotéis
  • FIIs de Educacional
  • FIIs de Hospitais
  • FIIs de Agências bancárias
  • FIIs de Fundos
  • FIIs de Desenvolvimento Imobiliário
  • FIIs de Recebíveis Imobiliários (CRIs)
  • FIIs Híbridos (Papel e Tijolo)

Entre os FIIs mais conhecidos dos brasileiros estão: os Shoppings, as Lage Corporativas, os Galpões Logísticos e os Hotéis. Porém, os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) sofreram diretamente o impacto da pandemia do coronavírus em 2020, com shoppings fechando e empresas devolvendo lajes corporativas. Isso afetou diretamente o valor das cotas e a distribuição de rendimentos de alguns deles. Entretanto, quem comprou na baixa, lá no começo da pandemia, já pode estar colhendo frutos da recuperação no final do ano, isso aconteceu porque eles são mais expostos ao segmento residencial que, no caso, foi um dos setores de maior destaque no âmbito econômico nacional.

Além disso, boa parte desses recebíveis é indexada ao Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), conhecido como a “inflação do aluguel”. Considerando os resultados dos últimos 12 meses do índice, a alta acumulada é de mais de 24%. Isso explica parcialmente os grandes dividendos no segmento de recebíveis.

Na outra ponta, quem investiu nos Fundos Imobiliário PATC11, FLMA11 e BCIA11 em 2020 acabou amargando desvalorização superior a 35%. O primeiro e o segundo, focados em edifícios corporativos, foram diretamente afetados pela adoção do home office por muitas empresas.

Investir em Ouro?

Assim como o dólar, o ouro, também é um dos principais ativos que ganham relevância em tempos de crise econômica e de volatilidade.

No cenário da crise econômica e sanitária de 2020, muitos investidores buscaram pelo metal precioso para proteger o seu patrimônio. Porém, com a alta demanda, os preços no mundo todo valorizaram significativamente, o ouro, se manteve promissor.

O ouro após a queda de março, e com o aumento demanda pelo ouro, o ativo chegou a acumular uma alta de 42,65%, alcançando sua máxima histórica sendo cotado a R$ 2.085,82 no dia 03 agosto de 2020, mas revertendo a tendência de alta nos meses seguintes e fechando o ano cotado à R$ 1.904,69. Mesmo assim, finalizou o ano com valorização de 30,29%.

Com a reação positiva nas bolsas e a perspectiva de controle da pandemia com vacinação, a projeção para o ouro estaria entre uma estabilização dos preços e até mesmo redução do mesmo.

“Em um cenário de normalização, o ouro, já começou a devolver ganhos gerados no ciclo anterior. Estamos voltando ao normal aos poucos. Com a vacinação em massa, o mundo busca voltar ao normal e, as economias, voltando a crescer.  A tendência é bolsa em alta, juro baixo, dólar oscilando entre 5,20 e 5,70 e ouro em ligeira queda.

Investir em Criptomoedas?

Quando falamos em criptomoedas, a mais conhecida é o BITCOIN, e isso é normal, pois, muito se ouviu falar da principal Criptomoeda desde 2009, ano que o primeiro bloco foi minerado e dando start a rede que hoje é robusta.

O Bitcoin foi um dos investimentos que mais se valorizou no mundo em 2020, ELE, iniciou o ano de 2020 cotado a US$ 7,300,00 e saltando no início de março para US$ 11,369,02, e apresentando até então, uma alta de 45,04% antes do decreto de pandemia global, fato que fez com que o mundo entrasse em um movimento de queda global e o Bitcoin cujo seu principal motivo de criação, é proteger as pessoas de um colapso financeiro e de interferência desastrosa de governos, seguiu a tendência de euforia e foram despejados milhares de Bitcoins no mercado fazendo com que o preço desabasse mais de 107% em apenas um dia sendo cotado à US$ 3,815,32  e com isso, arrastando todo o mercado para baixo.

Porém, o Bitcoin tem uma particularidade que não se encontra em outros mercados, da mesma forma que caiu abruptamente, no dia seguinte, iniciou parte da recuperação valorizando 57% para depois lateralizar por alguns dias, e inicia uma sequência de alta com correções.

Porém, em outubro iniciou uma sequência de alta que levaria a principal Criptomoeda a dobrar de preço por 4 vezes e bater seu topo histórico registrado em 2017 no valor de US$ 19,672,02 dólares e entre uma forte subida, e pequenas correções, o Bitcoin fechou o ano próximo dos US$ 30,000,00 dólares.

Dois movimentos explicam a valorização do Bitcoin em 2020

O primeiro:  Se trata da entrada de investidores institucionais no mercado (Investidores institucionais são grandes fundos de investimentos, gestoras de recursos e investidores qualificados), que fazem apostas em bens que podem render lucros expressivos.

O Segundo: A entrada desses investidores e somado ao grande valor em seu MaketCap, o Bitcoin dá certa credibilidade ao mercado que oscila entre 950 bilhões e 1 trilhão de dólares, sendo 60% deste montante, compreende ao valor total de todos Bitcoins somados.

A Fidelity Investments anunciou também em outubro a criação de um fundo para investidores institucionais com foco em bens digitais. A Square, empresa de pagamentos de Jack Dorsey, fundador do Twitter, investiu US$ 50 milhões em bitcoin em outubro passado. Em dezembro, a MicroStrategy investiu US$ 1,1 bilhão em bitcoins e o que dizer da Grayscale, a maior gestora de criptoativos do mundo, bateu seu recorde diário de valor investido, captando cerca de US$ 700 milhões de dólares. O CEO do fundo de criptomoedas, Michel Sonneschein, afirmou que a empresa apresentou no ano passado uma alta na demanda de ativos digitais, em especial de bitcoin (BTC) e das chamadas altcoins (moedas digitais alternativas). Somente no quarto trimestre do ano passado, a Grayscale arrecadou mais de US$ 3,3 bilhões com criptoativos.

Em publicação oficial, a empresa aponta que o perfil de investidores é composto em 93% por instituições, e não por pessoas físicas. Além disso, o fundo de bitcoin (BTC) da empresa é atualmente o maior do mundo, com 610.000 unidades, o que equivale a aproximadamente US$ 27 bilhões.

Investimentos modernos para o século 21

Entretanto, com a entrada de dinheiro de diversos fundos de investimentos, o Bitcoin, iniciou o ano como o anterior, quebrando recordes atrás de recordes, alcançando seu valor histórico de US$ 41,872,30 dólares e se tornando o ativo que mais se valorizou, superando os 990% como demonstrado no gráfico acima, iniciando no dia do crasch até sua alta máxima em janeiro de 2021.

Em reais, a criptomoeda passou de R$ 29.399 para mais de R$ 220.000,00 diante da valorização do dólar em relação à moeda brasileira.

Os Criptoativos que mais se valorizaram em 2020:

Em 2020, os principais criptoativos, foram: Bitcoin, Ethereum (ETH), USDT(Tether), XRP, Link (ChainLink), BCH (Bitcoin Cash), BCHSV(Bitcoin SV), ADA(Cardono),FOS (fonte de infirmação de 30/09/2020).

As criptomoedas, as 10 mais promissoras, listadas em 2021 (a princípio), são: o Bitcoin (rei dos ativos digitais), Stellar(XLM), Tezos (XTZ), Binance Coin (BNB), UNIswap(UNI), Ethereum (ETH), Polkadot(DOT), Cardano (ADA), Vechain(VET), Chainlink(LINK).

Os dados macro, indicam que 2021, será um ano único, para o mercado de criptomoedas.

Entretanto, o êxito, em qualquer dos investimentos em destaque, somente serão exitosos se tivermos: planejamento, tranquilidade porque sabemos, a pressa, pode levar o investidor a grandes perdas, buscar estar sempre bem informado, procurando a orientação de profissionais de excelência.

Apesar do otimismo, os especialistas dizem que os investidores precisam ter uma série de cuidados para não cair em golpes e para minimizar o risco de o Bitcoin se desvalorizar. Tem de investir aos poucos e minimizar as perdas.

Cuidados antes de investir

Antes de comprar bitcoins o investidor precisa estar ciente de que esse é um investimento de grande oscilação de preços, com fortes movimentos de alta e baixa. “Ao investir em bitcoins, as pessoas têm que ter ciência da forte variação de preços e dos riscos que essas oscilações trazem.

As pessoas não estão acostumadas com isso e podem se assustar, o investimento em bitcoin não deve ser pensado para o curto prazo, para ganhos imediatos, e sim em longo prazo.

Outra dica dos especialistas é fugir de toda empresa que prometer enriquecimento rápido ou fórmulas mágicas para ficar rico rapidamente. O risco de golpe é enorme.

Lição para os novos investidores:

“O que fica como legado com essa pandemia, é que nos falta cumprir a primeira e a lição mais básica para se aventurar nestes mercados, ou seja, antes de falar em começar, o brasileiro precisa aprender sobre finanças para começar a investir”.

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Meu nome é Sonia Maria, sou carioca, com muito orgulho, advogada, empresária. Nas horas vagas adoro ler bons livros, dançar, viajar, namorar. E sou uma pessoa bastante obstinada, sei ser paciente, aliás, a paciência, é fundamental para que não desistamos dos nossos objetivos.